Acordou cedo. Calçou a bota, amarrou a camisa, colocou o chapéu e conferiu o lenço no pescoço. No espelho do banheiro do hotel, um sorriso. Estava indo, pela primeira vez, à Festa do Peão de Barretos.
Ele não montava cavalo, não vivia no campo… mas cresceu ouvindo modão no rádio, e desde pequeno se arrepiava ao som do berrante.
O que ele não imaginava é que, ao atravessar os portões do Parque do Peão, não entraria apenas num evento.
Entraria num território simbólico, onde o Brasil ainda tem cheiro de terra, som de berrante, suor de lida e luz de palco.
Barretos não é só uma festa. É uma construção de marca viva.
Há 70 anos, sustenta sua relevância com clareza de identidade, consistência e conexão emocional.
Mesmo inovando — com tecnologia de ponta, reconhecimento facial, automação total — não perde o tom da sua origem.
E aí está o ponto para qualquer profissional atento: Seja você dono de clínica, de loja, ou criador de conteúdo. Você não precisa fazer barulho para ser lembrado. Precisa saber com quem quer se comunicar. Compreender que não precisa agradar a todos para ter um público fiel. Precisa ser coerente. Precisa ter alma. Precisa entregar uma experiência que vá além do produto.
Você observou a grade de shows? Não havia banda internacional de rock. Nem pop estrangeiro. Porque quando se conhece bem o próprio público, não é preciso tentar agradar o mundo inteiro.
Com essa clareza, Barretos atrai mais de 1 milhão de pessoas, movimenta R$ 1,2 bilhão em uma semana, e ainda assim parece feita sob medida para quem chega.
Essa é a força de uma marca que sabe onde pisa. Que honra o que construiu, que segue crescendo sem trair o que é.
E você? Seu negócio está disputando atenção? Ou está deixando marcas na memória de quem importa?