O cabelo tem um importante papel social e de identidade, influenciando estilos, tendências e até marcando características de determinadas épocas e gerações. A sua função vai além da estética: os fios atuam na proteção da pele contra a radiação solar, ajudam a reduzir o atrito com a superfície cutânea, contribuem para a proteção de algumas regiões do corpo e exercem função sensorial, auxiliando na percepção de estímulos e na sensibilidade da pele.
Ao depararmo-nos com um período de queda de cabelos, o impacto pode ser estético e emocional. Existem inúmeras causas para que isso ocorra, mas hoje conversaremos cobre o impacto do estresse neste problema, uma queixa cada vez mais frequente no consultório.
Momentos de pressão emocional intensa, mudanças na rotina, doenças, cirurgias ou grande desgaste psicológico podem desencadear alterações no ciclo capilar.
Um dos quadros mais comuns é o eflúvio telógeno. Em condições normais, os fios passam por um ciclo natural de crescimento, transição e queda. Em situações de estresse, muitos fios entram precocemente na fase de queda, levando à perda capilar intensa algumas semanas ou meses após o evento desencadeante.
O indivíduo percebe de perda excessiva de fios no travesseiro, no ralo do banho ou na escova de cabelo. Apesar da preocupação, na maioria dos casos essa condição é temporária e reversível, e o cabelo tende a recuperar seu ciclo normal ao longo dos meses e com tratamento adequado.
Outra condição que pode estar associada a períodos de estresse é a alopecia areata, uma doença de origem autoimune. Nesse caso, o sistema imunológico passa a atacar os folículos capilares, levando ao surgimento de áreas arredondadas de falha no couro cabeludo, barba ou em outras regiões com pelos podendo levar até à perda completa dos fios.
Embora o estresse não seja a causa direta da alopecia areata, ele atua como um fator desencadeante ou agravante em pessoas predispostas.
Diante de qualquer queda de cabelo persistente ou intensa, é importante procurar avaliação médica especializada. O dermatologista poderá identificar o tipo de queda, investigar possíveis causas — como alterações hormonais, deficiências nutricionais ou doenças do couro cabeludo — e indicar o tratamento mais adequado.
Cuidar da saúde emocional também faz parte desse processo. O equilíbrio entre corpo e mente tem impacto direto em diversas funções do organismo, e o cabelo muitas vezes reflete esse estado de saúde geral.
Dra. Glauce Yumi Nozaki
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Clínica Dermarium
Telefone: (46) 3262-3863
Rua Augusto Guimarães 1074
Sala 103 – Palmas – Paraná













