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quinta-feira,2 abril,2026
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Ministério Público pede cancelamento de shows da ExpoPalmas; Dr. Tobera defende ACIPA e garante continuidade das apresentações

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Palmas (PR) — Uma disputa judicial envolvendo a realização da ExpoPalmas 2026 movimenta o cenário político e jurídico do município. O Ministério Público do Paraná ingressou com ação civil pública pedindo, em caráter liminar, o cancelamento dos principais shows do evento, incluindo as apresentações das duplas Bruno e Marrone e Ícaro e Gilmar.

A promotoria sustenta que os contratos firmados pelo município apresentariam possíveis irregularidades, como valores elevados, ausência de justificativas técnicas adequadas e uso indevido de recursos públicos. Além disso, o órgão apontou suposta inversão de prioridades administrativas, alegando que verbas estariam sendo direcionadas a eventos festivos em detrimento de áreas essenciais como saúde, educação e assistência social.

Diante disso, o MP requereu a suspensão imediata dos contratos, a proibição de pagamentos e até medidas extremas para impedir a realização dos shows, como eventual interrupção de estrutura necessária ao evento.

Justiça nega liminar e mantém programação

Apesar dos argumentos apresentados, a decisão da Vara da Fazenda Pública de Palmas negou o pedido de tutela de urgência, permitindo a continuidade da programação da ExpoPalmas.

Na decisão, a magistrada entendeu que não ficaram demonstrados, neste momento inicial, os requisitos legais para suspensão dos shows, como a probabilidade do direito e o risco de dano irreversível. Também destacou que eventos culturais e festivos integram o interesse público, podendo fomentar o turismo, a economia local e o lazer da população.

Outro ponto relevante foi o entendimento de que os valores contratados, em análise preliminar, não se mostraram desproporcionais em relação a contratações semelhantes realizadas por outros municípios.

Defesa da ACIPA reforça impacto econômico

A ACIPA, entidade representativa do setor produtivo local, ingressou no processo defendendo a realização do evento. Segundo a associação, a feira e os shows geram emprego, renda e movimentação econômica significativa para o município.

A defesa da entidade foi conduzida pelo advogado Dr. Tobera, que sustentou que a suspensão do evento causaria prejuízos generalizados ao comércio, ao turismo e à coletividade. A argumentação reforçou que eventuais questionamentos sobre contratos devem ser apurados sem inviabilizar um evento de grande relevância social e econômica.

Continuidade garantida — ao menos por ora

Com a negativa da liminar, os shows da ExpoPalmas 2026 estão mantidos, ao menos neste momento. O processo, no entanto, segue em tramitação e poderá ter novos desdobramentos conforme a produção de provas e análise mais aprofundada do mérito.

Nos bastidores, o caso evidencia o embate clássico entre controle de legalidade dos gastos públicos e a discricionariedade administrativa na promoção de eventos culturais — discussão que deve continuar no centro do debate jurídico local nas próximas semanas.

Fonte: Assessoria