A obesidade é uma das maiores questões de saúde pública do século XXI. Definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde, é diagnosticada principalmente pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e altura. Valores iguais ou acima de 30 kg/m² caracterizam obesidade. Entretanto, medidas complementares, como a circunferência abdominal e a avaliação de composição corporal, oferecem um retrato mais preciso do risco metabólico. Pessoas com IMC acima de 25kg/m² associado a diabetes, artrose, hipertensão, esteatose hepatica, já tem indicação de tratamento para perda de peso.
O excesso de peso não é apenas estético: trata-se de uma condição crônica e multifatorial, influenciada por genética, hábitos alimentares, sedentarismo, fatores hormonais e ambientais. Entre as principais comorbidades associadas estão diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, dislipidemia, alguns tipos de câncer e até transtornos psiquiátricos como depressão e ansiedade.
O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar. Inclui mudanças no estilo de vida, com reeducação alimentar e prática regular de atividade física, suporte psicológico e, quando indicado, o uso de medicamentos que auxiliam no controle do apetite e na melhora metabólica. Em casos de obesidade grave ou refratária, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção eficaz, desde que acompanhada de acompanhamento clínico rigoroso.
Mais do que reduzir peso, o objetivo é recuperar qualidade de vida, prevenir complicações e promover bem-estar. A obesidade precisa ser compreendida como doença crônica que exige acompanhamento contínuo, empatia e acesso a tratamento adequado.
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