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quinta-feira,9 abril,2026
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Vacina contra Gripe pode evitar Infarto

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A gripe segue sendo um importante problema de saúde pública em 2026, especialmente nos meses mais frios no Sul do Brasil, incluindo o Paraná. Trata-se de uma infecção viral respiratória altamente transmissível, capaz de evoluir de quadros leves até formas graves, como síndrome respiratória aguda e óbito, sobretudo em idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

No Paraná, assim como em todo o país, a campanha de vacinação contra influenza começou em março de 2026, com foco em grupos prioritários e meta de alta cobertura vacinal para reduzir internações e mortes. A vacina é considerada a principal estratégia de prevenção, sendo capaz de diminuir complicações, hospitalizações e sobrecarga do sistema de saúde.

Além dos efeitos respiratórios, estudos recentes reforçam um aspecto ainda pouco conhecido: o impacto da gripe sobre o coração. A infecção pelo vírus influenza desencadeia uma resposta inflamatória sistêmica intensa, que pode desestabilizar placas de gordura nas artérias e precipitar eventos como infarto e acidente vascular cerebral. Esse risco é particularmente elevado na primeira semana após a infecção.

Dados publicados em 2026 mostram que o risco de infarto pode aumentar em até cinco vezes após um episódio de gripe, enquanto o de AVC pode triplicar nesse período. Esses achados ajudam a explicar por que surtos de influenza frequentemente se associam a aumento de eventos cardiovasculares em nível populacional.

A boa notícia é que a vacinação também protege o coração. Estudos recentes demonstram que pessoas vacinadas apresentam redução significativa desses eventos, com queda de cerca de 50% no risco cardiovascular mesmo quando ocorre infecção. Além de prevenir a gripe, a vacina atenua a resposta inflamatória e reduz a instabilidade das placas ateroscleróticas.

Diante desse cenário, a vacina contra a gripe deve ser encarada não apenas como proteção contra sintomas respiratórios, mas como uma medida de prevenção cardiovascular. Em um estado como o Paraná, com envelhecimento populacional crescente e alta prevalência de doenças crônicas, ampliar a cobertura vacinal é uma estratégia essencial para salvar vidas
— inclusive do coração.