Não sei nem como começar, muito pessoal para usar outras pessoas, então preciso falar por mim mesmo. No dia em que ela nasceu era um sábado não muito frio e também não tem como não lembrar quando vou na “Upinha”. Um amigo Poeta escreveu que cantava na noite a chuva feliz e a danadinha veio só de dia. Passamos por bocados. Eu dava aula em uma escola particular em troca da vaga dela no maternal e para lá a levávamos todos os dias empurrando um carrinho de bebê e sonhando com um futuro para ela. Muita coisa aconteceu depois disso, muita água se passou por baixo dessa ponte, como se diz por aí e ela me ensinou o que é o amor eterno por um filho, com sensação de que jamais, nunca mesmo, nunquinha vai a abandonar. E agora lá estou eu, 23 anos depois, escutando o homem do microfone chamando o nome dela para a colação de grau. A emoção foi quando anunciaram a filiação da Roberta, “filha de (nome do pai), (nome da mãe), (nome da esposa do pai). Um reconhecimento especial e que marcou o momento. Por tudo isso, parabéns, Robertinha, minha “tochecha”. Que Deus abençoe sempre os teus passos, meu passarinho!













