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quinta-feira,23 abril,2026
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Aproveite o frio para tratar as estrias

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As estrias são uma queixa frequente no consultório dermatológico e surgem a partir da ruptura das fibras de colágeno e elastina na pele, geralmente associadas a crescimento rápido, gestação, variações de peso ou fatores hormonais. Clinicamente, podem ser classificadas em duas fases: as estrias violáceas (ou arroxeadas), mais recentes e ainda vascularizadas, e as estrias brancas, que representam um estágio mais tardio, com fibrose e menor atividade metabólica.

Essa diferença é extremamente fundamental para o planejamento terapêutico. As estrias violáceas tendem a responder melhor aos tratamentos, pois ainda apresentam maior potencial de regeneração. Já as estrias brancas são mais desafiadoras, exigindo abordagens combinadas e expectativas mais realistas.

Entre as opções disponíveis, os lasers têm papel de destaque. Tecnologias como laser fracionado não ablativo e ablativo atuam promovendo microlesões controladas na pele, estimulando a neocolagênese (formação de novo colágeno) e reorganização das fibras dérmicas.

Em estrias violáceas, lasers vasculares também podem ser associados para reduzir a coloração e a inflamação local. O resultado é uma melhora progressiva na textura, espessura e coloração das estrias, embora raramente ocorra seu desaparecimento completo.

Os meses mais frios são considerados ideais para esse tipo de tratamento. Isso ocorre porque a menor exposição solar reduz significativamente o risco de efeitos adversos, como hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas). Além disso, o paciente tende a ter maior adesão aos cuidados pós-procedimento, como fotoproteção rigorosa e uso de hidratantes reparadores.

Outro ponto importante é o tempo de recuperação. Após sessões de laser, é comum haver vermelhidão, leve edema e descamação, que podem durar alguns dias. Em temperaturas mais amenas, esse processo costuma ser mais confortável, favorecendo a recuperação da pele.

Em termos de expectativa, é essencial alinhar com o paciente que o objetivo do tratamento é a melhora do aspecto das estrias — tornando-as menos visíveis, mais homogêneas em relação à pele adjacente — e não sua eliminação completa. Resultados satisfatórios geralmente são alcançados com múltiplas sessões e, em alguns casos, associação com outras técnicas, como microagulhamento ou injetáveis.

O acompanhamento individualizado e a escolha adequada da tecnologia são determinantes para otimizar os resultados e garantir segurança ao paciente.

Dra. Glauce Yumi Nozaki
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Clínica Dermarium
Telefone: (46) 3262-3863
Rua Augusto Guimarães 1074
Sala 103 – Palmas – Paraná