Cuidar do coração não começa quando aparecem sintomas. A prevenção cardiovascular começa muito antes, identificando fatores de risco e alterações que podem ser corrigidas.
No check-up cardiológico, alguns exames de sangue são especialmente importantes. O perfil lipídico, com colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos, é fundamental para avaliar o risco de aterosclerose e definir estratégias para reduzir a chance de infarto e AVC.
A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada ajudam a identificar diabetes e pré-diabetes, condições que aumentam significativamente o risco cardiovascular. A função renal, principalmente por meio da creatinina e da estimativa da taxa de filtração glomerular, também merece atenção, já que alterações renais estão associadas a maior risco cardiovascular.
A lipoproteína(a), ou Lp(a), é outro exame importante, especialmente quando existe histórico familiar de doença cardiovascular precoce. Seus níveis são predominantemente determinados pela genética, e uma dosagem ao longo da vida pode identificar pessoas com risco aumentado.
Em situações selecionadas, a proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) pode ajudar a refinar a estratificação do risco cardiovascular, principalmente quando o risco ainda não está claramente definido. Ela avalia um marcador de inflamação de baixo grau, mas não deve ser interpretada isoladamente.
Dependendo da idade, histórico familiar, sintomas e fatores de risco, outros exames podem ser indicados, como TSH, hemograma, enzimas hepáticas e avaliação do metabolismo do ferro.
Mais importante do que pedir muitos exames é saber quais realmente fazem sentido para cada pessoa. O check-up deve considerar idade, pressão arterial, peso, alimentação, atividade física, tabagismo, diabetes, colesterol e histórico familiar.
Prevenção cardiovascular não é esperar o coração dar sinais de alerta. É identificar o risco antes que ele se transforme em doença.
Seu coração pode estar bem hoje. E esse é justamente o melhor momento para cuidar dele.














