Implantação de novo complexo eólico em Palmas será tema de audiência em Brasília

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Assunto será debatido na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados no dia 5 de outubro.

A implantação de novos parques eólicos em Palmas, Sul do Paraná, será tema de uma audiência pública marcada para o dia 5 de outubro, em Brasília.

A audiência foi proposta pelo deputado federal Paulo Litro (PSD), a partir de solicitações de investidores e agentes políticos do município. No pedido para realização da audiência, o parlamentar lembra que o primeiro parque eólico do Brasil foi instalado em 1999 nos campos de Palmas, iniciado com cinco aerogeradores e com projeto para implantação de outros 200.
Porém, o governo paranaense optou por não ampliar o projeto. No lado catarinense dos campos, os investimentos seguiram, com mais de 100 torres eólicas instaladas no território do município de Água Doce.

Há alguns anos, grupos de investidores têm manifestado interesse em implantar novos parques em Palmas. Um dos projetos é o dos Parques Serra da Esperança 1 e 2; Água Santa 1, 2 e 3 e Rota das Araucárias 1 e 2, que teriam capacidade para gerar 170 megawatts de energia, encabeçado pelos grupos catarinenses Gaboardi, Incomex e Torressani.

No entanto, o projeto acabou esbarrando em questões ambientais, pelo fato de que alguns dos aerogeradores seriam instalados em áreas que integram o Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas, uma área de preservação federal.
O deputado defende que a implantação dos novos parques contribuirá muito para a arrecadação do município, apontando que a prefeitura poderá ter um incremento de R$ 60 milhões por ano através da arrecadação do ICMS da energia que será gerada pelos parques, que têm, hoje, uma projeção de investimentos de R$ 2,2 bilhões.

Deverão participar da audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, representantes do Grupo Gaboardi; da Associação dos Proprietários Atingidos pela área de preservação; da Prefeitura; da Câmara de Vereadores; do Ministério de Minas e Energia; do Ministério do Meio Ambiente; do ICMBio; e da Associação Brasileira de Energia Eólica.

Fonte: Portal RBJ
por Guilherme Zimermann