Perder eleições faz parte da democracia!

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Não se pode admitir perder a democracia! O futuro próximo reserva aos brasileiros cenário de conflitos e violência. Bloqueios em rodovias recusando o resultado das eleições promovidos por empresários do transporte de carga bolsonaristas são considerados atentado à democracia. A Polícia Rodoviária Federal se insubordinou contra a lei e bloqueou mais de 500 ônibus intermunicipais no Nordeste para impedir que eleitores votassem e também descumpriram ordens de liberação de rodovias, colaborando para desestabilizar a democracia. Não será difícil identificar os criminosos.
As regras democráticas da convivência social construídas após a ditadura militar são o único limite que separa o povo da barbárie: não se pode tolerar transgressão. A sociedade brasileira é ciente de que não deve estimular violência, e que o confronto só levará à desgraça. A antipolítica é uma forma de atacar o establishment político e desorganizar políticas públicas. Este governo que encerra no próximo mês se dedicou a desestruturar políticas públicas da educação, especialmente de universidades e institutos federais, direitos humanos e meio ambiente.

A derrota de Jair Bolsonaro abre oportunidade em reconstruir política e sistema de governo, sabendo que será longo em razão do processo de erosão ocorrido nos últimos quatro anos. Seu governo deixou herança maldita de mobilização de pessoas que pedem golpe de Estado; e ele estimula os radicais. Neste momento, há 14 mil obras paradas no território nacional e, segundo o relator do orçamento público federal, faltam quase 400 bilhões de reais para atender às necessidades de 2023. Sem a proteção de Lira e Aras, Jair responderá por seus atos: não faltarão motivos para processá-lo.

Lula participará, no Egito, da Conferência do Clima, COP – 27, e sua presença será ovacionada porque a reeleição causou grande impacto no cenário internacional. Alckmin coordena a transição: percebe-se certa tranquilidade uma vez que todos os poderes da República não questionaram as urnas e mostraram-se dispostos a colaborar com o novo governo, que planeja para as primeira semanas após a posse, revogar portarias e decretos da gestão de Bolsonaro, especialmente as que facilitam acesso às armas, que impuseram sigilo às informações e às que dificultaram o combate ao desmatamento.

O mundo estava com saudades do Brasil e o povo consciente e esclarecido estava com saudades do Brasil que ainda está por existir. A normalização da política é uma suave volta que possibilitará a ascensão da nação buscando liderar uma sociedade moderna pautada em justiça social, amor, exclusão do racismo e outras diferenças inaceitáveis. É hora de voltar a crescer e se desenvolver: investir maciçamente em educação, emprego, saúde, segurança; criar linguagem madura adulta para que todos possam se unir em torno de um Brasil respeitado no exterior e alimentar necessitados; e levar de volta a máquina produtiva aos trilhos onde jamais deveria ter saído.

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