Todo pai ou mãe já ouviu frases como: “isso é só birra”, “é falta de limite” ou “vai passar com o tempo”. De fato, a birra faz parte do desenvolvimento infantil. Ela costuma surgir quando a criança ainda não consegue expressar emoções com palavras, aparecendo de forma pontual e diminuindo com o acolhimento e a maturidade.
No entanto, alguns comportamentos merecem atenção. Crises intensas e frequentes, dificuldade extrema com mudanças de rotina, sensibilidade exagerada a sons, cheiros ou texturas, isolamento social, atrasos na fala, agitação constante ou dificuldade de concentração podem indicar que não se trata apenas de birra.
É importante diferenciar a birra comum de reações emocionais mais intensas, como os chamados meltdowns, que não são escolhas da criança, mas respostas a um excesso de estímulos ou emoções que ela ainda não consegue regular sozinha.
Observar o contexto, a frequência e a intensidade desses comportamentos é fundamental. Quando os sinais começam a impactar a vida escolar, familiar ou social da criança, buscar orientação profissional pode fazer toda a diferença.
A avaliação psicológica e, quando indicada, a avaliação neuropsicológica ajudam a compreender o que está por trás do comportamento, oferecendo caminhos claros para apoiar o desenvolvimento da criança e aliviar o sofrimento da família. Procurar ajuda não é exagero é cuidado.
Alessandra Procópio Moreira
Neuropsicóloga CRP 08/41553
Especialista em Avaliação psicológica/neuropsicológica e
transtornos do Neurodesenvolvimento
(46)92001-9598












