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sábado,5 setembro,2026
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O fortalecimento do associativismo em tempos de Coronavírus

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Entre tantas consequências da pandemia da Covid-19, uma que terá impactos positivos é o fortalecimento do associativismo. Se até há um tempo enfrentávamos um certo descrédito das entidades, associações, sindicatos e afins – em muito gerado pelas burocracias e exigências criadas por legislações que afetam o andamento das atividades associativistas e das profissões regulamentadas no país, propostas que visam a extinção de conselhos, associações, sindicatos, comitês, comissões e grupos, em meio a esse cenário, a situação se reverte de forma drástica, imediatamente no momento em que profissionais são compelidos a buscar orientação, informação confiável e suporte de seus pares. O que era um cenário de desvalorização do associativismo e descrença na relevância das entidades adquiriu um novo papel em prol de benefício do coletivo.

A meu ver, a grande temática do momento – que é a inovação por meio do trabalho colaborativo entre profissionais – não teria melhor hora para fazer tanto sentido. E quem possui know how suficiente para prestar este tipo de atendimento? Justamente as entidades de classe, que têm em sua essência o fortalecimento dos profissionais, das profissões e a missão de levar conhecimento técnico e apoio aos colegas da mesma área.
Como a maioria das crises gera oportunidades, vejo nesta em especial a chance de as entidades fazerem valer sua missão, levando suporte aos seus associados e não os deixando à mercê da própria sorte.

Esse é o momento oportuno de promover ainda mais o aperfeiçoamento técnico com parcerias, fomentar a formação profissional de jovens que ingressam em um mercado novo e em constante mutação, e buscar a interlocução com os poderes públicos constituídos com ações objetivas – como a criação de uma pauta de reivindicações, como uma agenda parlamentar. Há também campo fértil para batalhar pela redução da burocracia e pela simplificação de processos que criam atritos com o já complexo

exercício das profissões e lutar pela justa remuneração por meio do estabelecimento de critérios referenciais de prática de honorários profissionais.

Entendo que esse trabalho dos conselhos de classe deve ser disseminado em todo o Paraná, usando as parcerias e o potencial de capilaridade de suas entidades. São elas que servirão como um megafone positivo na orientação de seus pares profissionais, além de um filtro no excesso de informação e das fake news, sempre com base na ciência de suas profissões.

Aos que insistem em questionar o ‘custo do associativismo’, respondo aqui com alguns exemplos de retornos que as anuidades proporcionam às carreiras profissionais e às relações interpessoais, como o acesso sem custo a normas técnicas da ABNT, as centenas de cursos, treinamentos e atividades técnicas tão essenciais ao desenvolvimento de nossas atividades profissionais ofertadas gratuitamente aos profissionais associados de entidades de classe, sejam de forma presencial ou on-line.

Ampliando a discussão, menciono também o acesso a recursos financeiros com valores infinitamente inferiores ao sistema financeiro brasileiro, oportunidades para investimento em equipamentos de trabalho, educação, veículos, assistência médica e odontológica. Vale aqui um destaque especial ao conhecimento técnico e científico proporcionado pelas publicações de livros, revistas técnico-científicas e bibliotecas virtuais disponibilizadas pelas entidades de classe, bem como a possibilidade de interação e compartilhamento de ideias, projetos e trabalhos que toda essa rede de network proporciona.

Concluindo, se a pandemia trouxe um péssimo e infeliz cenário, temos como reflexo positivo um novo olhar sobre o associativismo, e cabe a nós aproveitar a oportunidade e reiterar a importância de nossos esforços pensando na união profissional e no fortalecimento da coletividade.

Se a crise é o melhor elevador para o crescimento organizacional, vamos então tomar as rédeas desta situação e transformar os ensinamentos que ela oferece em ferramentas para nosso aprimoramento pessoal e profissional.

Por Claudemir Marcos Prattes

Fonte: Assessoria

Legislativo faz devolução antecipada de valores ao Executivo

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Texto e foto: Laiane Carniel

Em sessão ordinária, realizada nesta quarta-feira (22), o presidente da Câmara de Vereadores de Pato Branco, Moacir Gregolin, comunicou que, juntamente, com os membros da Mesa Diretora, fizeram a devolução antecipada, na segunda-feira (20), de R$ 750 mil ao Executivo. A devolução de valores é resultado da economia que a Câmara realizou, normalmente, ela acontece ao final de cada ano, porém, em virtude dos investimentos que o Município vem fazendo na saúde, para o atendimento e ações de prevenção ao coronavírus, a Mesa decidiu repassar o valor economizado até o momento.

De acordo com o presidente da Câmara, Moacir Gregolin, a devolução mostra o comprometimento do Legislativo com a economia do orçamento, assim como, a preocupação com a saúde dos pato-branquenses. “Já é tradição devolvermos os valores economizados, para que sejam utilizados para realizar obras para os nossos cidadãos, mas, este ano, em virtude do momento pela qual estamos passando, ele se torna fundamental, possibilitando ao Município, com esse valor em seu orçamento, para o atendimento de nossa população”, afirmou Moacir.

Para o prefeito Augustinho Zucchi, o valor é muito importante, “sabemos que é uma crise de saúde, mas ela também incide na área financeira, repercutindo na vida dos cidadãos e no Município, pois compromete a arrecadação. Logo, esse valor antecipado, é muito bem-vindo”, ressaltou Zucchi.

Ordem do dia

Ainda durante a sessão, em primeira votação, foram aprovados o Projeto de Lei Ordinária nº 84, de 2019, de autoria do vereador Amilton Maranoski, que institui o “Projeto Brook Ambiental e Social”; o Projeto de Lei Ordinária nº 37, de 2020, de autoria do Executivo, para denominar de “Avenida da Inovação”, o logradouro público que liga a Avenida Tupi à rua Moroslau Flessak, no bairro São Luiz; e a Moção de Aplauso nº 15, de 2020, de autoria da vereadora Marines Boff Gerhardt, a ser concedida à Doutora Cleci Chiamulera Borsatti pela dedicação durante toda sua vida profissional a cuidar da saúde da população de nossa cidade.

Também foi aprovado, em primeira votação, o Projeto de Lei Ordinária nº 59, de 2020, que autoriza o Executivo a abrir crédito especial, no exercício de 2020, no valor de R$ 1 milhão, com recurso vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, recebido através de convênio firmado entre o Município de Pato Branco e a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, através do Termo de Convênio nº 051/2017, para construção da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Pato Branco.

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