VIOLÊNCIA POLITICA DE GÊNERO NAS ELEIÇÕES DE 2022

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Sim! É exatamente isso que você leitor acabou de ler, em pleno 2022 vemos perseguições
e violências de gênero na política, e o alvo preferido é sempre o mesmo a MULHER.

Sem tomar partido, de partido algum, ou de direita ou esquerda vamos falar sobre isso até por que violência não pertence a lado a ou lado b, ela simplesmente não faz distinção.
Previsto no art. 326-B do Código Eleitoral, o crime eleitoral de violência política de gênero se caracteriza pelo assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, fora ou dentro do meio virtual, contra candidatas ou políticas ocupantes de cargos eletivos, com a finalidade de impedir ou dificultar a sua campanha eleitoral ou seu mandato eletivo, com menosprezo ou discriminação em relação a seu gênero, cor, raça ou etnia, A pena prevista para esse crime é de 1 a 4 anos de reclusão e multa, podendo chegar a 5 anos e 4 meses se for praticado contra mulher de mais de 60 anos, gestante ou pessoa com deficiência.
Ouvimos sempre a mesma história, mulher entra na verdade para cumprir cota, ou quando nos mandam não nos esforçarmos muito pois, é somente para cumprir a cota, ou então ouvimos da boca das pessoas, que entramos para política apenas com interesse em cargos, ou na “visibilidade”, fato é desencorajam a mulher, desestimulam a mulher, exercendo-lhes uma pressão psicológica gigantesca, para que desistam do pleito, ou até mesmo ridicularizam para que as mesmas se envergonhem de ir a luta de seus sonhos e dos sonhos dos demais, por que a participação da mulher vai muito além dos próprios objetivos, sabemos muito bem que a mulher abraça causas, debate e luta pelo povo.
Mas qual o grande fator que impera na maioria da população que não elege mulheres ou mesmo permite que esse tipo de violência seja aplicada e replicada todas as vezes ? A cultura, infelizmente a cultura da falta de apoio, incentivo, invade  a mentalidade feminina , somos a maioria do colegiado eleitoral brasileiro , mas quando parte de nós escolhermos uma mulher para nos representar, caímos na cultura da concorrência , nos termos “mulher não vota em mulher “, a concorrência estimulada desde a infância , ajuda a massa a continuar com o pensamento atrasado , prolifera a falta de coletividade, promovendo assim a onda de violência, ou seja mais uma vez a violência é o ultimo ato de uma serie de mecanismos nocivos impregnados na cultura do nosso povo. Permitimos que a violência politica ocorra quando vemos uma colega no pleito e no lugar de apoio, zombamos, permitimos que esse comportamento ocorra quando tendo a oportunidade de eleger uma mulher, votamos em outro candidato por que o marido, pai, namorado pediu o voto, permitimos que esse comportamento ocorra quando vemos uma colega disputando o voto sem preparo e não oferecemos ajuda se podemos ajudar, a mudança, a chave contra todo e qualquer tipo de violência esta na mudança cultural e de atitude. Quanto mais cedo as mulheres tomarem a ciência que a competição isola, e que o apoio une , mais chances de mudarmos o cenário atual do nosso pais estará em nossas mãos.

Você mulher, esteja passando por qualquer tipo de violência não se cale DENÚNCIE . Disque 180 Central de Atendimento à Mulher.

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