Baixa procura por vacinas preocupa Departamento de Saúde de CDS

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O Departamento Municipal de Saúde realizou, no último sábado (03), o Dia D das campanhas de vacinação contra Covid-19 e Influenza, em frente ao posto de saúde da sede. Porém, mesmo com todo o trabalho de divulgação e mobilização, inclusive com busca ativa dos grupos, a procura foi baixa. Durante a semana, a vacinação também caminha a passos lentos.

Segundo a enfermeira responsável pelo setor de Imunizações, Makielli de Moraes Costa, o Município está seguindo os planos nacional, estadual e municipal de vacinação e, para que diminua a faixa etária contemplada é necessário imunizar a que está vigente. “Nós recebemos um número considerável de doses de vacina da Covid-19 na semana passada, para vacinar todos a partir de 47 anos, mas estamos enfrentando uma baixa procura pela vacina”, conta Makielli, ressaltando que a atitude de não se vacinar não é prejudicial apenas para o indivíduo, mas para toda a sociedade. A vacina contra Covid-19 é aplicada de segunda a sexta-feira, das 13h às 16h30, em frente ao posto de saúde da sede, e a vacinação contra Influenza acontece o dia todo, na sala de vacina do posto.

De acordo com o médico da linha de frente do coronavírus no município, Alvim Faust, as vacinas aplicadas no Brasil têm comprovação científica da redução do número de óbitos pela Covid-19, redução de casos graves, internamentos e apresentam grande eficácia, evitando que as pessoas cheguem ao estado grave da doença. “A vacina não descarta a possibilidade de pegar o vírus; apenas cria uma resistência do corpo contra ele. Somente com a vacinação de toda a população vamos conseguir controlar esse vírus que tanto nos incomoda”, destaca Dr. Alvim.

Apesar de comprovadamente eficazes, muitos ainda têm dúvidas em relação à segurança das vacinas contra Covid-19, considerando a rapidez com que as vacinas contra a COVID-19 foram desenvolvidas. Como explica a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras, a segurança das vacinas licenciadas é semelhante a outras vacinas conhecidas e amplamente utilizadas. Tradicionalmente, o desenvolvimento de uma vacina pode levar até 10 anos. Em caso de emergência, desde que haja apoio financeiro suficiente disponível (e nesse caso houve), esse processo pode ser acelerado. Neste caso, os resultados dos ensaios clínicos são avaliados de acordo com os mesmos padrões e importantes etapas de segurança não são omitidas, mas o processo é realizado de forma mais rápida e eficiente. Por exemplo, realizando várias fases do ensaio clínico ao mesmo tempo em vez de um após o outro; reduzindo o tempo de espera para preencher a papelada; e envio de dados assim que estiverem disponíveis. Os avanços em biotecnologia estão permitindo uma fabricação mais rápida para as fases de teste, mas ainda não em grande escala.

Portanto, é extremamente importante todos os grupos receberem as doses para se proteger contra agravamentos da Covid-19 e o mundo todo possa retomar o seu ritmo, interagindo e socializando não só virtualmente, mas cara a cara e olho no olho, com apertos de mãos, abraços e beijos, e que saúde, felicidade e superação façam parte da vida e da história de cada um.

Fonte: Comunicação CDS

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