Feijão e não fuzil

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Em recente conversa com apoiadores, Bolsonaro chamou de ‘idiotas’ os que dizem ser melhor comprar feijão que fuzil. Diante desta fala e de outras tantas, entende-se que não há liderança ou qualquer agenda que permita melhorar a situação dos brasileiros. É só retrocesso, notadamente em Educação, Meio Ambiente e Saúde. Não há política de combate à corrupção, e foram vergonhosas as ações para resolver o impacto da Covid-19, que já matou 580 mil cidadãos. Tudo isso se deve à indolência e ao despreparo de Bolsonaro que luta contra conspirações e sabotagens imaginárias. O governo precisa trabalhar, proteger o povo, as indústrias e as universidades, e cumprir as leis!
Os problemas reais dos brasileiros são: fome, desemprego, privilégios imorais de poucos, intolerância, falta de segurança, saúde pública e educação, e desigualdade social. Novas leis que beneficiam patrões como reformas da Previdência Social e trabalhistas não trouxeram benefícios ao trabalhador e muito menos criaram os empregos prometidos: cadê os frutos das reformas trabalhistas e previdenciárias? Um país onde um ministro diz que a educação universitária deve ser para poucos, que as crianças com deficiências não devem conviver em classe com outros alunos?! O que fazer? Deixar passar a boiada? Desmantelar a legislação ambiental? E o que falar dos grileiros, garimpeiros e madeireiros ilegais?
O que os bolsonaristas querem? A submissão do Judiciário e do Congresso ao “Exército do Bolsonaro” ou será que querem ações de guerra de uma milícia formadas por militares amotinados? Devemos nos curvar a Bancada BBB (boi, bala e bíblia)? Será que essas pessoas estão felizes? É isso que se quer, caos no país? Comprar armas de guerra para combater quem? O comunismo? Onde tem comunismo no Brasil? Segundo a Constituição, é crime a ação de grupos armados, civis e militares contra a ordem constitucional e o Estado de Direito Democrático.
Vive-se uma época de desesperança, muitos brasileiros estão passando fome: pessoas carentes fazendo fila em frente a açougues para implorar pedaços de ossos para adicionar à alimentação de sua família. Alto desemprego, cuja situação se agrava com a população subutilizada. As previsões da retomada do emprego estão estimadas somente para 2023. A previsão do crescimento do PIB é baixíssima e a desvalorização do real frente ao dólar continua a agravar. As empresas precisam aumentar a eficácia, produzir mais, necessitam segurança política para voltar a investir e a crescer.
Repete-se: a energia subindo; inflação, 9%; gasolina, $6; gás de cozinha, $100; juro alto; salários muito abaixo das necessidades das famílias; 15 milhões de desempregados; outros 6 milhões já desistiram de trabalho; mais 15 milhões subempregados; 40 milhões de pessoas passando fome. Preço da carne, do arroz e do feijão nas alturas. A promessa de Paulo Guedes de que a economia brasileira melhoraria não se consolidou. Esse descontrole da economia piora a popularidade e aumenta a rejeição de Bolsonaro, e cria condições muito difíceis para seus apoiadores.
Apesar dessa condição catastrófica, Bolsonaro se mantém na trilha de confronto com os governadores e o Poder Judiciário para tentar manter o eleitorado radical cativo e conter a sangria na sua popularidade. Nunca o país estave em situação tão crítica, sem planos, sem ações, sem governo. O que se tem de pior está na gestão e na inacreditável multidão que o acompanha: mas que falta de amor ao Brasil, aos desamparados. Aguardem 7 de setembro: as coisas podem piorar ainda mais! É preciso reagir para o país voltar ao crescimento, ao desenvolvimento, à situação similar ao pleno emprego, aos cuidados com a saúde e a educação que já se viveu. Não ao fuzil; e sim ao feijão! Vive-se o caos brasileiro!

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