INSEGURANÇA EM 2023

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Segundo o Fundo Monetário Internacional, nos últimos três anos, o PIB brasileiro avançou 0,59%, fazendo o Brasil ocupar a 32ª posição no ranking de 50 países. Enquanto Brasil cresceu 0,59%, os EUA subiram 1,45%; e a China, 5,4%. A situação é pior quando se analisa o período de 2012 a 2021. No momento, pensa-se que a economia está melhorando, todavia, o atual governo liberou por razões políticas, este ano, recursos do FGTS, e a verba da PEC Eleição custou 41 milhões para o pagamento de benefícios sociais.
Os recursos retirados dos governos federal e estaduais foram a origem dos da PEC, tornando-se bomba fiscal que deverá ser paga em 2023. Sem sustentabilidade fiscal, não haverá trajetória de crescimento. É bem provável que não se consiga frear a inflação da economia sem recessão e com aumento na taxa de desemprego. Pergunta-se: a inflação chegou ao pico? Até onde irá?
O levantamento do Observatório de Produtividade da FGV revela que o desempenho das empresas brasileiras patinou de 1982 a 2019, com baixa eficiência de investimentos dos setores privado e público: o resultado foi a estagnação, dificultando a expansão do PIB. O pouco crescimento da produtividade da economia foi alcançado graças à melhoria da mão de obra.
O valor da gasolina superou R$ 7 por litro e só baixou de preço com a redução do Imposto Sobre Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre gasolina e etanol. O aumento do combustível repercute na economia elevando os custos de produção da empresas. Por outro lado, o subfinanciamento da educação, saúde e em outras áreas é o resultado da crença cega de austeridade.
A fome também assusta, pois, o número de brasileiros submetidos a uma situação de insegurança alimentar ultrapassa 125 milhões de brasileiros. As medidas tomadas pelo governo são insuficientes e isoladas diante do cenário de alta inflação, desemprego e queda na renda.
De janeiro a setembro, os preços oficiais da inflação brasileira medida pelo IPCA resultaram 4,4% enquanto a inflação dos produtos nos supermercado é de 24,9% (pesquisa de 35 produtos da cesta básica em três supermercados de Blumenau). Isto comprova que a inflação é muito maior que a apresentada no índice oficial da inflação.
Inflação alta, taxa de juros elevada, dólar exorbitante, PIB em queda, metade da população brasileira com insegurança alimentar, falta de investimentos público e privado e “preços congelados” combinados com empresários, e sabedores que o valor do combustível e geral subirão assustadoramente ao final do ano, quando acabar o “pacto eleitoral”, haverá grandes problemas que foram adiados para explodir após as eleições. Quem trouxe o país até esse patamar de desespero? Teorias neoliberalistas, privatização de estatais e livre mercado têm dado certo? O que se espera de políticos que não enxergam a realidade? Eis a insegurança.

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