Nada está tão ruim que não possa piorar

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São palavras de Bolsonaro proferidas no discurso que marcou seus mil dias de governo. Ele está falando a verdade! A Educação, nunca esteve tão abandonada, assim como o meio ambiente, o desmatamento, a política externa, a inflação, os preços dos alimentos, dos combustíveis, e da energia. Os erros da política econômica são de responsabilidade de Bolsonaro, pois sua ignorância legitima as pessoas que obedecem a suas ordens.
Falando em combustíveis, o presidente da Petrobrás argumenta que a empresa não pode represar reajustes sob o risco de faltar gasolina e diesel. Disse também que a Petrobrás não pode fazer política pública. Neste ano, a gasolina subiu 36% e 23% o diesel. O ex-ministro Henrique Meireles é um dos críticos do mecanismo que atrela o valor interno do combustível à flutuação do mercado exterior. A atual política da Petrobrás só prioriza a distribuição de dividendos aos acionistas.
Vale a pena lembrar que a Petrobrás investiu por décadas para descobrir os poços do pré-sal, que hoje garantem a autossuficiência de petróleo para o Brasil. Foi através dos impostos, dinheiros dos brasileiros, que se pagou por esses investimentos. E agora, nosso país, autossuficiente na produção de petróleo, cobra da população o preço da cotação internacional de um produto advindo do solo brasileiro.
Manifestantes foram às ruas, em 2 de outubro, mirando o impeachment de Bolsonaro e protestando contra a inflação, que já passou de 10,2% nos últimos 12 meses e sabe-se que tem um efeito devastador sobre os mais pobres, ainda mais num momento em que há um forte aumento da pobreza. O Ministro da Economia não conseguiu formular uma proposta de combate à inflação, reduzir a pobreza ou sequer aprovar uma política fiscal ou industrial. Mas ele está estampado nas manchetes dos jornais internacionais como dono de contas offshore em paraíso fiscal, movimentando 9,5 milhões de dólares. Quando o real se desvaloriza frente ao dólar, Guedes ganha fortunas! Seu colega, presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, possui 4 offshore. Eles foram pegos numa investigação da Pandora Papers. Defender essa gente é não ter caráter!
A verdade é que as famílias estão endividadas, empobrecidas e terão que suportar a constante alta dos juros. Os preços dos produtos alimentícios sobem diariamente nos supermercados, assim como os preços da gasolina, óleo diesel, álcool, gás, remédios. A inflação vai continuar forte em 2022, uma tempestade perfeita para um ano eleitoral. A alta de alimentos foi contaminada por custos, como a elevação da energia elétrica e dos combustíveis, atrelados a desvalorização do real frente ao dólar e euro.
Se continuarmos nesse ritmo, vamos chegar em 14% de inflação as vésperas das eleições de 2022. A Selic também deve encostar nos 15%. Bolsonaro continua conflituoso e é responsável pela instabilidade e desequilíbrio institucional. Os gastos para resolver a crise hídrica, consequentemente a elétrica, mais a política predatória de aumento dos combustíveis da Petrobras, são a base dos aumentos da escalada inflacionária brasileira.
Mas a imagem mais terrível deste governo é a foto de um caminhão distribuindo ossos para as pessoas em estado de miserabilidade (Jornal Extra, 29/set). Além disso, segundo o IBGE, os desempregados e os subutilizados representam 40,8% da população ativa do país. Temos 600 mil mortos pelo Covid-19, enquanto o governo federal brincou com a população, fato que poderia ter sido evitado. Os países só crescem se suas instituições econômicas e políticas permitem o crescimento.

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