Muita gente acredita que vontade de doce é apenas falta de disciplina.
Mas, na maioria das vezes, o corpo está tentando comunicar alguma coisa.
Desejo frequente por açúcar pode estar relacionado a fatores hormonais, emocionais e metabólicos — e não apenas à “falta de controle”.
Quando passamos muitas horas sem comer, fazemos dietas muito restritivas ou consumimos pouca proteína ao longo do dia, o organismo tende a aumentar a busca por alimentos mais energéticos e de rápida recompensa, como doces e carboidratos.
Além disso, noites mal dormidas, altos níveis de estresse e excesso de cortisol também aumentam o desejo por açúcar.
Isso acontece porque o cérebro procura formas rápidas de obter prazer e energia.
Em mulheres, esse cenário pode se intensificar ainda mais em fases como a TPM e a perimenopausa.
As oscilações hormonais influenciam neurotransmissores ligados ao bem-estar, como a serotonina, aumentando a vontade de consumir doces como forma de conforto emocional.
O problema é que muitas pessoas entram em um ciclo de restrição e compensação: tentam cortar completamente o açúcar, passam o dia “se controlando” e acabam exagerando à noite ou nos finais de semana.
E isso não significa falta de força de vontade.
Significa que o corpo está desregulado.
Por isso, o tratamento não deve ser baseado apenas em proibição.
Uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas, fibras e nutrientes, ajuda a estabilizar a glicemia, melhorar a saciedade e reduzir a compulsão alimentar.
Além disso, organizar sono, rotina e saúde hormonal também faz parte do processo.
Controlar a vontade de doce não é uma questão de “ter mais disciplina”.
É uma questão de entender o corpo e oferecer a ele o que realmente está faltando.
Quando o organismo funciona melhor, a relação com a comida muda junto.
Aline Sampaio
Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, Estética e Saúde da Mulher
CRN 8 – 17617
@alinesampaio.nutricionista
(49)99983-9122
Atendimento on-line e presencial na Femiclin em Palmas/PR














