Cheguei há 25 anos e isso me dá certa intimidade com vocês. Observo de fora e vejo muita coisa. Entendam: me atrevo a falar, porque participo da vida de vocês, não sei explicar. Hoje não estou com minha mãe para estar aqui. Algo me chama.
Pois bem: dizem que temos o governante que merecemos. Merecimento é coisa de brio, é pessoal, é íntimo. Qual o paradoxo? Merecer os governantes? Nossa cidade é tão intensa, com uma história tão profunda e uma das últimas no ranking do Sudoeste em vários índices. O gargalo está no orçamento que sempre foi abaixo da necessidade e quanto a isso tem coisa pra ser feita, mas tem que ser uma ação permanente e conjunta entre todos os setores da nossa comunidade. Nunca foi feito.
Para tentar entender o meu ponto de vista, faça uma linha do tempo de 30 anos em Palmas. Se você tem 16, faça de 16. Mas faça. Você verá na liderança de Palmas pessoas de boa intenção, mas todos os prefeitos trouxeram em seu legado uma pequena falha, algo que mudaria tudo. Tenho falado sobre isso faz tempo por aqui, mesmo sendo chamado de maluco, atrapalhado e tudo o que já me chamaram e suportei continuando aqui, entre vocês.
Por isso me pergunto, por que não se entende e se faz a coisa aontecer? Eu achei que sendo amigo de verdade de um prefeito, conseguiria. Amargo engano. A história recente mostrou que nem mesmo assim. Quem sou eu na fila do pão, me perguntariam? O louco de ideias atrapalhadas?
Ontem meus filhos assistiram na tv aquele filme infantil, “Vida de inseto”. Não sou um inseto kk, mas veja a mente brilhante do autor, mostrar um formigueiro como uma comunidade “humanizada”. O ponto chave é que as formigas do filme eram oprimidas pelos gafanhotos, que roubavam sua comida.
Não da para fazer coisas que sempre foram assim, só porque sempre foram assim. Alguém lá dentro, rotulado de louco e com ideias atrapalhadas fez um plano que levou à vitória. O plano era a mudança de estratégia. Se daquele jeito tinha um limite, dava certo até certo ponto. Uma mudança simples de comportamento e o formigueiro foi conquistado.
Será que está na vez de um dos nossos representar essa mudança? Talvez seja esse o ponto para trabalhar entre todos, tal qual fizeram as formigas.













