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quinta-feira,27 agosto,2026
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Remédios para emagrecer podem afetar a mente? O que sabemos hoje

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“Doutora, esses remédios para emagrecer podem causar depressão?”
“Eles podem mudar minha personalidade?”
“Vou ficar dependente da medicação?”

Essas são algumas das perguntas que mais aparecem quando falamos sobre medicamentos como semaglutida e tirzepatida, utilizados no tratamento da obesidade e do excesso de peso.

E a resposta exige cuidado: emagrecimento não é apenas uma questão de estética. A obesidade está relacionada à saúde cardiovascular, ao metabolismo e também à saúde mental. Ansiedade, depressão, compulsão alimentar, baixa autoestima e alterações do sono podem coexistir com o excesso de peso e influenciar diretamente a capacidade de emagrecer e manter os resultados.

Uma das maiores dúvidas recentes envolve a possibilidade de esses medicamentos aumentarem o risco de depressão ou pensamentos suicidas. Após uma avaliação abrangente, a FDA informou, em 2026, que não encontrou aumento desse risco com os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 e solicitou a retirada desse alerta das bulas de alguns deles. ([U.S. Food and Drug Administration][1])

Isso não significa que a saúde mental deva ser ignorada durante o tratamento. Pelo contrário.

Uma pessoa que começa um tratamento para emagrecer precisa ser observada como um todo. Mudanças importantes no apetite, na rotina, no sono, na relação com a comida e na própria imagem corporal podem repercutir emocionalmente.

Além disso, emagrecer não significa automaticamente resolver ansiedade, depressão ou compulsão alimentar. O medicamento pode ajudar no controle da fome e na perda de peso, mas não substitui, quando necessário, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

E existe ainda uma relação importante com o coração. A perda de peso e o tratamento adequado da obesidade podem contribuir para melhorar fatores de risco cardiovascular, como pressão arterial, glicemia e alterações metabólicas. Alguns medicamentos dessa classe também já demonstraram benefícios cardiovasculares em determinados grupos de pacientes.

Por isso, a pergunta não deveria ser apenas: “Qual remédio faz emagrecer mais?”

A pergunta mais importante é: “Qual tratamento é mais adequado para esta pessoa, considerando seu peso, coração, metabolismo, saúde mental, hábitos e objetivos?”

Emagrecer é importante. Mas cuidar da saúde é muito maior do que perder quilos.

O verdadeiro objetivo não é apenas ver um número menor na balança. É conquistar mais saúde, mais disposição e uma relação mais equilibrada com o próprio corpo e com a comida.