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quinta-feira,18 junho,2026
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Seu filho está mudando… e você não sabe mais o que fazer?

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‘‘Ele não era assim.’’
Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.
Muitas mães chegam preocupadas porque o filho passou a se irritar com facilidade, não consegue se concentrar, apresenta dificuldades na escola, se isola, chora com frequência ou parece viver em um mundo próprio. Outras chegam exaustas após tentarem de tudo, conversas, castigos, recompensas, mudanças de rotina. Mesmo assim, sentem que algo continua errado.
A verdade é que nem todo comportamento difícil é apenas “fase”, “birra” ou “falta de limites”.
Por trás de uma criança agressiva pode existir sofrimento emocional. Por trás de uma adolescente considerada “rebelde” pode haver ansiedade, depressão ou dificuldades relacionadas ao desenvolvimento. Por trás de um aluno que não consegue acompanhar a turma podem existir desafios de atenção, aprendizagem ou processamento das informações.
Muitas vezes, a criança não sabe explicar o que está sentindo. Ela demonstra através do comportamento aquilo que ainda não consegue colocar em palavras.
É nesse momento que a escuta profissional pode fazer a diferença.
A terapia infantil e adolescente não tem como objetivo apenas tratar problemas. Ela ajuda a criança a compreender suas emoções, desenvolver habilidades sociais, fortalecer a autoestima, aprender estratégias para lidar com frustrações e construir formas mais saudáveis de enfrentar os desafios do dia a dia.
Além disso, o acompanhamento psicológico oferece suporte aos pais, que frequentemente carregam dúvidas, culpa e inseguranças sobre como agir diante das dificuldades dos filhos.
Não existe uma mãe perfeita. Existe uma mãe que observa, se preocupa e busca ajuda quando percebe que algo não está bem.
Alguns sinais merecem atenção:
*Mudanças bruscas de comportamento;
*Dificuldades persistentes na escola;
*Irritabilidade excessiva;
*Isolamento social;
*Medos intensos;
*Tristeza frequente;
*Baixa autoestima;
*Dificuldade para fazer amigos;
* Problemas de atenção e organização;
*Comportamentos repetitivos ou rigidez excessiva;
*Sofrimento diante de mudanças e imprevistos.
Buscar ajuda não significa que você falhou como mãe.
Pelo contrário.
Significa que você está oferecendo ao seu filho a oportunidade de ser compreendido, acolhido e apoiado em seu desenvolvimento.
Cuidar da saúde emocional hoje pode fazer toda a diferença no futuro.
Porque toda criança merece ser ouvida. E toda família merece apoio para atravessar seus desafios.

Alessandra Procópio Moreira
Neuropsicóloga
CRP 08/41553
Especialista em Avaliação psicológica/neuropsicológica e transtornos do Neurodesenvolvimento