A escola é um dos principais espaços de desenvolvimento de crianças e adolescentes e, muitas vezes, é onde mudanças emocionais e comportamentais são percebidas primeiro. Professores e profissionais da educação podem observar sinais que indicam que algo não está bem e que merece atenção da família.
Entre os principais sinais estão: queda repentina no rendimento escolar, dificuldade de concentração, isolamento, perda de interesse pelas atividades, tristeza frequente, choro, irritabilidade, agressividade, ansiedade, medos excessivos, recusa em ir à escola, aumento das faltas, conflitos constantes e mudanças significativas na forma de se relacionar com colegas e professores.
Também é importante observar alterações no sono e na alimentação, baixa autoestima, falas de desvalorização ou comportamentos muito diferentes daqueles apresentados anteriormente.
Isso não significa que todo comportamento diferente seja indicativo de um transtorno psicológico. Crianças e adolescentes passam por diferentes fases e podem reagir a mudanças familiares, conflitos, bullying, dificuldades escolares ou outras situações de vida.
O principal sinal de alerta é a mudança persistente e significativa em relação ao comportamento habitual, especialmente quando começa a interferir na aprendizagem, nos relacionamentos, na rotina ou no bem-estar.
Nesses casos, conversar com a família e buscar orientação de um psicólogo pode ajudar a compreender o que está acontecendo e definir os cuidados necessários. Em algumas situações, também pode haver indicação de avaliação neuropsicológica ou de outros profissionais.
Mais do que rotular uma criança como “desatenta”, “agressiva” ou “desinteressada”, é fundamental perguntar: “O que esse comportamento está tentando comunicar?”
Escutar, acolher e buscar ajuda no momento certo pode fazer toda a diferença no desenvolvimento emocional e escolar de crianças e adolescentes.
Alessandra Procópio Moreira Psicóloga e Neuropsicológa CRP 08/41553














