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sábado,14 março,2026
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Sinais de autismo na primeira infância

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento. Os primeiros sinais podem surgir ainda na primeira infância, período em que o cérebro está em intenso desenvolvimento e a criança aprende a interagir com o mundo ao seu redor.
Nem toda diferença no desenvolvimento significa autismo. No entanto, quando alguns comportamentos aparecem de forma persistente ou em conjunto, é importante que pais e educadores estejam atentos e busquem orientação profissional.
Entre os sinais mais comuns estão dificuldades na interação social. Algumas crianças podem apresentar pouco contato visual, não responder quando chamadas pelo nome ou demonstrar menor interesse em brincar com outras crianças. Também pode haver dificuldade em compartilhar interesses, como mostrar objetos ou apontar algo que chamou sua atenção.
Na comunicação, pode ocorrer atraso no desenvolvimento da fala ou menor uso de gestos, como apontar, acenar ou pedir algo. Algumas crianças também podem repetir palavras ou frases com frequência.
Outro aspecto importante envolve comportamentos repetitivos ou interesses muito específicos. Movimentos repetitivos com as mãos ou corpo, alinhar objetos, forte apego a rotinas e desconforto intenso diante de mudanças também podem aparecer. Além disso, algumas crianças apresentam sensibilidade aumentada a sons, luzes ou texturas.
A família e a escola têm papel fundamental na observação desses sinais. Quando existem dúvidas sobre o desenvolvimento da criança, a avaliação por profissionais especializados é essencial.
A identificação precoce permite iniciar intervenções adequadas, favorecendo o desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e cognitivas. Informação, acolhimento e acompanhamento profissional são fundamentais para apoiar a criança e sua família, respeitando sempre suas particularidades e potencialidades.

Alessandra Procópio Moreira
Neuropsicóloga CRP 08/41553
Especialista em Avaliação psicológica/neuropsicológica e
transtornos do Neurodesenvolvimento

(46)92001-9598

Obesidade: diagnóstico, riscos e caminhos para o tratamento

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A obesidade é uma das maiores questões de saúde pública do século XXI. Definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde, é diagnosticada principalmente pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e altura. Valores iguais ou acima de 30 kg/m² caracterizam obesidade. Entretanto, medidas complementares, como a circunferência abdominal e a avaliação de composição corporal, oferecem um retrato mais preciso do risco metabólico. Pessoas com IMC acima de 25kg/m² associado a diabetes, artrose, hipertensão, esteatose hepatica, já tem indicação de tratamento para perda de peso.

O excesso de peso não é apenas estético: trata-se de uma condição crônica e multifatorial, influenciada por genética, hábitos alimentares, sedentarismo, fatores hormonais e ambientais. Entre as principais comorbidades associadas estão diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, dislipidemia, alguns tipos de câncer e até transtornos psiquiátricos como depressão e ansiedade.

O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar. Inclui mudanças no estilo de vida, com reeducação alimentar e prática regular de atividade física, suporte psicológico e, quando indicado, o uso de medicamentos que auxiliam no controle do apetite e na melhora metabólica. Em casos de obesidade grave ou refratária, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção eficaz, desde que acompanhada de acompanhamento clínico rigoroso.
Mais do que reduzir peso, o objetivo é recuperar qualidade de vida, prevenir complicações e promover bem-estar. A obesidade precisa ser compreendida como doença crônica que exige acompanhamento contínuo, empatia e acesso a tratamento adequado.

Procure tratamento médico!

Menopausa, metabolismo e Mounjaro: por que emagrecer fica mais difícil nessa fase

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Antes da menopausa propriamente dita, existe um período chamado perimenopausa. Essa fase pode começar vários anos antes da última menstruação, geralmente a partir dos 40 anos, e é marcada por oscilações hormonais importantes.

A menopausa, por definição, é o momento em que a mulher completa 12 meses sem menstruar, indicando o encerramento definitivo do ciclo reprodutivo. Já a perimenopausa é o período de transição que antecede essa fase.

É justamente nesse intervalo que muitas mulheres começam a perceber mudanças no corpo: piora do sono, cansaço mais frequente, alterações de humor, ondas de calor, redução da disposição e maior facilidade para acumular gordura, especialmente na região abdominal.

Essas mudanças estão relacionadas principalmente à redução progressiva do estrogênio. Essa alteração hormonal pode favorecer resistência à insulina, diminuição da massa muscular e aumento da gordura visceral — aquela gordura mais profunda que se acumula na região central do corpo.

Com o metabolismo mais lento e maior tendência ao armazenamento de gordura, muitas mulheres passam a sentir que emagrecer ficou muito mais difícil.

Nos últimos anos, medicamentos como a tirzepatida, conhecida comercialmente como Mounjaro, têm se destacado como uma ferramenta importante no tratamento da obesidade e da resistência à insulina. Ao atuar nos hormônios relacionados à saciedade e ao controle glicêmico, ela pode auxiliar no processo de perda de peso quando utilizada com acompanhamento médico adequado.

Mas o medicamento, sozinho, não resolve o problema.

A alimentação equilibrada, a preservação de massa muscular e a estratégia nutricional correta são fundamentais para que o metabolismo volte a funcionar a favor da mulher.

Com esse olhar integrado entre medicina e nutrição, foi desenvolvido o Protocolo FemiShape, realizado na Clínica Femiclin, em Palmas. O objetivo é unir acompanhamento médico e estratégia nutricional para mulheres que utilizam análogos de GLP-1 e desejam tratar o excesso de gordura abdominal e melhorar o metabolismo com segurança.

Na perimenopausa e na menopausa, emagrecer pode exigir novas estratégias — e a abordagem correta faz toda a diferença.

Aline Sampaio
Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, Estética e Saúde da Mulher
CRN 8 – 17617

@alinesampaio.nutricionista
(49)99983-9122
Atendimento on-line e presencial na Femiclin em Palmas/PR

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