Quando a boca tenta preencher o que a mente não conseguiu elaborar
Você acende um cigarro para aliviar a ansiedade. Abre a geladeira sem sentir fome. Mastiga enquanto trabalha, dirige ou assiste televisão. Parece uma escolha. Mas será que é?
Há muito tempo, a medicina deixou de enxergar obesidade e tabagismo apenas como falta de disciplina. Hoje sabemos que genética, hormônios, ambiente, cultura e saúde mental participam dessa equação. A psicanálise acrescenta outra perspectiva: muitas vezes, a boca se transforma na porta de saída de emoções que nunca encontraram palavras.
Sigmund Freud descreveu a fase oral como o primeiro momento do desenvolvimento humano. É quando o bebê encontra alimento, conforto e segurança através da sucção. Se essa experiência deixa marcas importantes, algumas pessoas podem desenvolver, na vida adulta, uma necessidade inconsciente de buscar alívio pela boca. Nem sempre será comida. Pode ser cigarro, álcool, unhas, doces ou qualquer comportamento que ofereça uma recompensa rápida diante da angústia.
É importante esclarecer: ninguém desenvolve obesidade ou dependência de nicotina por causa de um único fator psicológico. Essas doenças são multifatoriais e possuem forte influência biológica. Mas reduzir tudo a “coma menos” ou “basta parar de fumar” é ignorar décadas de conhecimento sobre comportamento humano.
O resultado está diante de nós. A obesidade cresce em ritmo epidêmico e já afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo. O tabagismo continua provocando milhões de mortes todos os anos. Ambos multiplicam o risco de infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e diversos tipos de câncer.
Na prática clínica, uma cena se repete: o paciente abandona o cigarro e ganha peso; emagrece, mas passa a beber mais; controla a alimentação e desenvolve outra compulsão. O objeto muda, mas a necessidade permanece. O vazio apenas troca de endereço.
Talvez por isso a prevenção cardiovascular precise ir além dos exames e dos medicamentos. Controlar colesterol, pressão arterial e glicemia salva vidas, mas compreender o sofrimento que leva alguém a buscar conforto na comida ou no cigarro também faz parte do tratamento.
A boca alimenta o corpo. Mas, muitas vezes, tenta alimentar aquilo que nenhuma refeição é capaz de saciar.
Acompanhamento e acolhimento médico é essencial no tratamento de hábitos nocivos e prevenção cardiovascular.

ORGANIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS É FATOR DECISIVO PARA O SUCESSO DA CONSTRUÇÃO
Um dos aspectos mais importantes para garantir a qualidade da alvenaria estrutural é a organização do canteiro de obras. Um ambiente bem planejado facilita o fluxo de materiais, reduz desperdícios, aumenta a produtividade das equipes e contribui para a segurança dos trabalhadores.
Além da logística, a organização do canteiro favorece o controle da qualidade. A conferência dos materiais recebidos, o planejamento das etapas de execução e a limpeza constante do ambiente reduzem a ocorrência de erros que podem comprometer o desempenho estrutural da edificação.
Outro benefício está na redução dos custos. A diminuição das perdas de materiais, o melhor aproveitamento da mão de obra e a prevenção de retrabalhos tornam a obra mais eficiente e competitiva.
Em um mercado que busca produtividade, sustentabilidade e qualidade, investir na organização do canteiro de obras deixou de ser apenas uma boa prática para se tornar um requisito fundamental. Na alvenaria estrutural, onde cada elemento faz parte da estrutura da edificação, planejamento, organização e disciplina são fatores essenciais para garantir segurança, durabilidade e o sucesso do empreendimento.
Se você precisa de projetos, execução de obras ou consultoria técnica com confiança e profissionalismo, conte com um engenheiro civil qualificado entre em contato e garanta um serviço seguro, eficiente e com qualidade em cada detalhe da sua obra.
Thiago Pertice
Engenheiro Civil
CREA-PR 144750/D

Rosácea: o que é esta doença da pele e como controlar as crises
A rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele que acomete principalmente a região central do rosto, causando vermelhidão persistente, sensação de calor ou ardência, vasos aparentes e, em alguns casos, pequenas lesões semelhantes à acne.
Embora seja mais comum em mulheres adultas de pele clara, pode ocorrer em qualquer tipo de pele, em homens e mulheres e costuma apresentar períodos de melhora e piora ao longo da vida.
A causa da rosácea ainda não é completamente conhecida, mas sabe-se que existe uma predisposição genética associada a alterações na resposta imunológica, na barreira de proteção da pele e na circulação dos vasos sanguíneos. Além disso, diversos fatores podem desencadear ou agravar as crises.
Entre os principais gatilhos estão a exposição ao sol, calor excessivo, mudanças bruscas de temperatura, bebidas alcoólicas, alimentos muito quentes ou condimentados/apimentados, estresse emocional e prática de exercícios intensos. Alguns cosméticos inadequados também podem irritar a pele e piorar os sintomas.
O tratamento da rosácea deve ser individualizado e começa com a identificação e o controle desses fatores desencadeantes. O uso diário de protetor solar é indispensável, assim como uma rotina de cuidados com produtos suaves e específicos para peles sensíveis.
Dependendo do tipo e da intensidade da doença, podem ser indicados medicamentos tópicos, antibióticos orais e, em alguns casos, medicamentos que atuam diretamente na inflamação cutânea. O acompanhamento com o dermatologista é fundamental para definir a melhor estratégia para cada paciente.
Entre as opções mais modernas de tratamento, os lasers e as tecnologias de luz ocupam papel de destaque. Eles atuam reduzindo os vasos dilatados, diminuindo a vermelhidão persistente e contribuindo para o controle da inflamação. Além da melhora estética, os pacientes relatam redução das crises e maior conforto da pele após o tratamento. O número de sessões varia conforme a gravidade e a resposta individual.
É importante lembrar que a rosácea não tem cura definitiva, mas possui excelente controle quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. A combinação entre hábitos saudáveis, cuidados diários, medicamentos e tecnologias como o laser permite melhorar significativamente a qualidade de vida e devolver mais segurança e autoestima aos pacientes.
Dra. Glauce Yumi Nozaki
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Clínica Dermarium
Telefone: (46) 3262-3863
Rua Augusto Guimarães 1074
Sala 103 – Palmas – Paraná


















