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terça-feira,28 abril,2026
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Relatório Ocorrências Corpo de Bombeiros de Palmas

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Fonte: Corpo de Bombeiros

Parlamentares cumprimentam OAB por audiência pública sobre pedágio

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Os parlamentares convidados para a audiência pública da OAB Paraná sobre concessão de rodovias, realizada na manhã desta sexta-feira (27/11), louvaram a iniciativa da seccional em reunir vozes importantes para a discussão do assunto. Os parlamentares foram ouvidos depois do segmento da audiência que contou com a apresentação de autoridades públicas sobre o tema.

O deputado federal Toninho Wandscheer saudou a OAB por jogar luzes sobre um tema tão relevante e destacou que para a bancada federal a tarifa é ponto central da discussão. “Por unanimidade, todos os deputados e senadores do Paraná recusam o modelo com outorga e assinaram ofício nesse sentido. Entendemos que o contrato tem de ser cumprido tanto pelo órgão cedente quanto pelas empresas”, destacou. Wandscheer entende que não se deve ter pressa para emendar novos contratos ao fim dos atualmente vigentes. “Podemos ter um tempo sem pedágio para termos um modelo adequado. Além de parabenizar a OAB Paraná, também felicito a bancada estadual pela atenção ao assunto”, disse.

Fórum

“A OAB Paraná conseguiu reunir nesse debate pessoas-chave que não conseguimos. Os deputados precisam dessa ajuda da sociedade para que consigamos um modelo justo”, destacou o deputado estadual Evandro Araújo, vice-coordenador da Frente Parlamentar do Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Araújo comparou o pedágio no Paraná a uma chaga. “É o mais caro do Brasil. Qualquer debate sobre concessão de rodoviária no Paraná precisa considerar essa dor do povo paranaense. A falta de obras levou à perda de vidas”, destacou, frisando que o modelo híbrido não é o melhor. “Sem caráter sentimentalista, meu clamor é para que o povo do paraná se mobilize. Ou teremos mais 30 anos de um modelo ruim para o estado. Não merecemos isso. Temos na Assembleia o sentimento claro de que essa injustiça não pode perdurar”, declarou.

O primeiro secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli, foi enfático ao dizer que “é inaceitável a taxa de outorga”. O deputado estadual lembrou que Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizeram leilões com tarifas menores; 62% no caso catarinense e com reduções de 33% e 40%, nos casos gaúchos. Por que nós paranaenses não podemos optar exclusivamente pleo menor preço? A bancada do Paraná não aceita taxa de outorga”, pontou. Para Romanelli, o modelo que o ministro Tarcísio de Freitas tem aventado é falacioso por prever que só com outorga pode haver obras. “Ora, desculpem, taxa de outorga não garante obra. O que garante é um contrato equilibrado. O Paraná não pode mais uma vez ser onerado. Quatro das dez tarifas mais caras estão em praças do estado. Me surpreendeu a fala do presidente da EPL, pois até agora o que vinha sendo dito pelo governo federal vinha em outro sentido, falando em taxa de outorga. Concessão onerosa não dá certo. Não falo, demagogicamente em tarifa barata, mas em tarifa justa”, resumiu.

Pluripartidarismo

O deputado estadual Arilson Chiorato disse ser contra o modelo híbrido e a taxa de outorga. A sociedade é diversa e mais setores precisam ser consultados. A Frente Parlamentar instalada na Assembleia em 14 de setembro é pluripartidária e focada no debate de ações. Nossa linha de trabalho é a de defesa da população paranaense”, ressaltou. Chiorato lembrou que a licitação de 1997, no governo de Jaime Lerner, foi feita sem experiência. “Erramos ao optar por modelo com maior outorga. Foram duas décadas de consequências negativas e irrecuperáveis para a economia paranaense. Percebemos que o modelo de maior outorga é prejudicial para o nosso estado. E vimos, país afora, que o modelo de menor preço é melhor”, ressaltou.

Homero Marchese lembrou que em 2011, como funcionário do Tribunal de Contas, analisou contratos, debruçando-se sobre o assunto por alguns meses e constatando seu impacto negativo para o estado. “O pedágio é o principal assunto para a população em termos de política pública. O discurso do passado, de garantir de obras, mostrou-se retórico, por isso hoje o paranaense prefere pagar um pedágio mais baixo. Estamos calejados com os erros do passado. Me parece que esse é o espírito da população”, constatou lembrando que é fundamental levar a história em conta para evitar novos erros. “Agradeço à OAB Paraná pela atuação decisiva nesse assunto. A Frente Parlamentar está analisando também o fechamento dos contratos atuais, para que obras previstas sejam entregas. Todas as concessionárias têm obras a tirar do papel”, defendeu.

Fonte: OAB

Descuidos diplomáticos

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O Brasil é tolerante demais à desigualdade social, à corrupção e ao privilégio. Recentemente, noticiou-se que sete milhões de testes para identificar o covid-19 perderão a validade em janeiro de 2021, sem saber o número dos já perdidos. Aproximam-se de 180 mil mortes pela pandemia, vidas que deixaram suas famílias órfãs sob o olhar frio e impassível do governo.

Os exames RT-PCR estão estocados em um armazém do governo federal em Guarulhos e, até hoje, não foram distribuídos à rede pública. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 764,5 milhões em testes, e as unidades a vencer custaram R$ 290 milhões. Quem será responsabilizado por isso? O país ainda espera um plano de vacinação que é empurrado sempre para a próxima semana. No Brasil, a impunidade está assegurada e protegida pelo fácil esquecimento. Nos Estados Unidos, a vacinação começará a partir de 11 de dezembro.

Falando em privilégios, Eduardo Bolsonaro causou um incidente diplomático ao acusar a China de espionagem por meio de sua tecnologia 5G. Trata-se de despreparo, deslumbramento e extremismo, colocando em risco interesses do Brasil, como economia, segurança e estabilidade. A embaixada da China afirmou que a mensagem publicada pelo Deputado Bolsonaro no Twitter prejudica a relação amistosa entres os dois países. E avisa: “caso não parem as agressões, o governo brasileiro arcará com as consequências negativas e carregará a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil.”

Se existe perigo da China saber informações brasileiras ao implantar o 5G chinês? Existe. Todavia, também é real da mesma espionagem através do 5G dos Estados Unidos. Donald Trump deixa a presidência dos EUA em 19 de janeiro, e assume Joe Biden que não está nem aí para o atual presidente brasileiro. Brigar com a China e com os EUA é uma péssima política internacional. A China compra 35% das exportações brasileiras; caso reduzir 15%, criaria um terremoto econômico no Brasil, e os produtores americanos aumentariam seu fornecimento dos mesmos produtos à China.

Essa manobra agride o interesse do Brasil em preservar relações estáveis com os países centrais. O governo brasileiro age contra os interesses do Brasil e das necessidades dos brasileiros. Bolsonaro desprezou presidente americano eleito Joe Biden, e enviou sinais hostis à China. A posição do Brasil de subserviência a Donald Trump e às bandeiras da direita radical prejudicará a relação comercial brasileira com os dois principais parceiros comerciais.

Trata-se de imaturidade usar retórica para satisfazer uma base ideológica. É fundamental cessar com essas alucinações, teorias conspiratórias e fantasias, e apresentar planos para fazer crescer a economia e diminuir os 14,8% de desemprego – que se tornarão 17% em 2021. Basta de desigualdade, ignorância, corrupção, fome, baixo nível de educação e terríveis falhas na saúde! O Brasil carece de empregos, estabilidade, saúde, moradia, crescimento e desenvolvimento!

PalmasNet perde para o Marechal no jogo de ida das Quartas da LFP

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Em jogo realizado na noite de domingo (29), o time do Marechal venceu a PalmasNet/Pref. de Palmas, por 2 a 1. O jogo aconteceu no ginásio Monsenhor Engelberto. Esta foi a primeira partida das quartas-de final, no mata-mata do campeonato da Liga Futsal Paraná (LFP).

O jogo da volta será nesta quarta-feira, dia 02, às 19 horas, em Marechal Cândido Rondon. Os palmenses precisam da vitória para levar o jogo para prorrogação.

Resultados Jogos de Ida

PalmasNet 1 x 2 Marechal

Campo Mourão 3 x 2 Siqueira Campos

Dois Vizinhos 3 x 2 Cascavel

Sexta-feira (04/12)
19h00 Chopinzinho x Marreco

Por Ludimar Fontana
Fonte: Portal RBJ

Corinthians derrota o Pato nos pênaltis
e é bicampeão da Supercopa de Futsal

O Corinthians garantiu o bicampeonato da Supercopa Brasil de Futsal ao derrotar o Pato no (29), nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal. Nas penalidades a equipe paulista levou a melhor vencendo o duelo por 5 a 4 com o fixo Batalha convertendo a última e decisiva cobrança.

A competição foi realizada em Erechim, no Rio Grande do Sul e também contou com a participação do Atlântico que acabou sendo eliminado ainda na fase preliminar. Na primeira fase Pato e Corinthians também empataram em 1 a 1, e o Pato venceu o Atlântico por 3 a 2 – Já o Corinthians empatou com o Atlântico na primeira fase em 3 a 3 e venceu o desempate nos pênaltis por 4 a 3.

Com o título conquistado neste domingo, o Corinthians garante o direito de disputar a Libertadores da América em 2021.

Por Lucas Maciel
Fonte: Portal RBJ
Imagem: Reprodução Sportv

Confira dicas e recomendações importantes antes de iniciar uma
prática esportiva

Cada vez mais pessoas procuram inserir atividades físicas em sua rotina, como forma de deixar o sedentarismo para trás e conquistar o tão sonhado corpo perfeito. No entanto, iniciar a prática de esportes sem passar por uma avaliação médica, pode acarretar alguns problemas de saúde.

Pensando nisso, o cardiologista Marcelo Sobral, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, preparou algumas dicas do que fazer antes de iniciar uma atividade física, para você que pretende largar o sedentarismo, confira:

  • Submeta-se a uma criteriosa avaliação médica, passando por um cardiologista, nutricionista e educador físico;
  • Respeite seus limites, ultrapassa-los pode acarretar comprometimentos a sua saúde;
  • Mantenha sua alimentação em dia, principalmente antes de treinar;
  • Siga a risca as orientações do seu preparador físico;
  • Utilize roupas confortáveis. Elas te deixarão à vontade no período da prática esportiva.

Ainda assim, o especialista alerta alguns sintomas que se observados durante a realização da atividade física, é recomendado procurar um médico com urgência.

  • Cansaço excessivo;
  • Escurecimento da visão;
  • Sensação de mal-estar;
  • Alteração do ritmo cardíaco (verificado no pulso);
  • Dor no peito
  • Formigamento nos braços.

Fonte: Site Bonde – O Maior Portal do Paraná

Quadrilha abandona dinheiro após assalto e tiroteio em Criciúma: Quatro homens são presos com R$ 810 mil

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Alvo do grupo de criminosos foi o cofre da tesouraria regional do banco,
que fica anexa a uma agência bancária, no Centro do município.

A quadrilha que invadiu o prédio de uma agência bancária de Criciúma (SC) para roubar cofre da tesouraria, entre o fim da noite desta segunda-feira (30) e o começo da madrugada desta terça-feira (1º), deixou diversas notas de dinheiro jogadas pelas ruas.
Quatro homens foram detidos pelo furto das cédulas abandonadas pelos criminosos. Segundo a Polícia Civil, eles foram encontrados em um apartamento com mais de R$ 810 mil dentro de duas malas. Dois suspeitos de 24 anos e outros dois de 27 e 28 anos devem ser encaminhadas ao Presídio Regional. Além disso, a polícia encontrou espalhado pelas ruas cerca de R$ 300 mil.
Responsável pelo caso, o delegado Ulisses Gabriel afirmou o dinheiro que a quadrilha não conseguiu levar ficou abandonado pelas ruas, bolsas e mochilas. Todas as notas já foram recolhidas e a polícia vai tentar identificar se mais pessoas pegaram o dinheiro.
“Eles [assaltantes] não conseguiram carregar todo o dinheiro. Na verdade, tem quatro presos aqui que se aproveitaram da situação. O dinheiro ficou caído e quando a minha equipe chegou no local, inclusive tinha um indivíduo tentando carregar o dinheiro e a gente fez a abordagem”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, foi levado o dinheiro do cofre, que era o alvo do grupo de criminosos. O valor total do roubo ainda não foi divulgado. A explosão provocada durante a ação danificou estrutura da tesouraria regional, que fica anexa a uma agência bancária, no Centro do município.
Além disso, o bando fortemente armado provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, atirou contra o Batalhão da Polícia Militar, usou reféns como escudos. Durante a ação, que durou pouco mais de uma hora, os criminosos efetuaram diversos disparos. Duas pessoas ficaram feridas: um policial militar e um vigilante.
Resumo:
Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira. A ação durou 1 hora e 45 minutos.

Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.

Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu.

Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas.
Valor levado e abandonado não foi calculado ainda. Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.

Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.

10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma.

Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.

O que aconteceu com os reféns?

Seis trabalhadores do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma, que pintavam faixas nas ruas, foram feitos reféns durante o assalto. Segundo a prefeitura, três deles foram obrigados a auxiliar no carregamento dos malotes de dinheiro do banco até os veículos dos criminosos.
Os funcionários da prefeitura foram rendidos, obrigados a tirar as camisas e sentar na faixa de pedestre a poucos metros da agência bancária que foi alvo dos bandidos, na Avenida Getúlio Vargas, perto da agência, para dificultar a ação da polícia. Os seis foram liberados depois de duas horas, sem ferimentos.
Sérgio Eduardo Firme foi um deles. “Foi um dia de terror para nós. A gente está até agora traumatizado”, afirmou. Segundo ele, os bandidos jogaram dinheiro nas ruas de propósito. “Ele [um dos assaltantes] falou ‘vou jogar 500 mil aí na rua aí. Vou jogar para o pessoal e vocês aproveitam para pegar também’’.

Houve vítimas?

Um PM ficou ferido. O soldado Jeferson Esmeraldino foi baleado e está internado em estado grave, com hemorragia interna. Ele já passou por três cirurgias. Ele tem 32 anos e atua desde 2016 na Polícia Militar, no 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma.

Fonte: G1

Soja: veja tudo o que você precisa saber sobre a produção no Brasil

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A soja é a principal cultura agrícola do país, sem falar na importância econômica
para a balança comercial brasileira. Saiba tudo sobre a soja!

A soja é a principal fonte de renda do país e dos produtores rurais, tanto que lidera o ranking de produtos mais exportados há mais de 22 anos, ou seja, desde de que o Brasil passou a registrar e divulgar os dados de vendas ao exterior. Nos últimos anos a cultura vem ganhando ainda mais espaço, devido a rentabilidade quase garantida das lavouras. O clima, as pragas, as plantas daninhas e os agroquímicos que deixaram de funcionar são os fatores limitantes. Enquanto os preços atrativos, as áreas degradadas, o surgimento de sementes resistentes a problemas e a alta demanda pelo produto, são os pontos atrativos.
Área e produção
Em 22 anos, a área de soja no Brasil passou de 11,3 milhões de hectares para pouco mais de 35,7 milhões de hectares, avanço de 216%. Aliado a isso, vem a produtividade média, que cresceu 43% desde 1997 até hoje, passando de 39,7 sacas, para 56,6 sacas. Estes dois fatores fizeram com que o Brasil conseguisse uma produção total atual de quase 120 milhões de toneladas, brigando (tonelada a tonelada) com os Estados Unidos pela posição de maior produtor mundial da oleaginosa.
Parece pouco? Mas em 22 anos a produção nacional cresceu incríveis 360%, já que em 1997 a colheita nacional foi de apenas 26,1 milhões de toneladas. Só Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, produz hoje 32 milhões de toneladas, bem acima do montante total daquela época.
O estado, aliás, detém o posto de maior produtor nacional desde 1999. Vale ressaltar que, naquele ano, a produção total foi de 8,8 milhões de toneladas, 264% a menor que a colheita atual. A segunda posição entre os estados que mais produzem é uma briga clássica entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.
Tradicionalmente os paranaenses levam vantagem desde sempre, mas a diferença entre eles tem ficado bastante apertado desde a safra 2015/2016, até que, finalmente, nesta última safra 2018/2019, após uma forte quebra de safra por conta do clima no Paraná (16,3 milhões de toneladas), os gaúchos assumiram a segunda posição, com uma colheita de 18,7 milhões de toneladas.
Outros países
Há muitos anos fala-se que o Brasil iria ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de soja do mundo. De fato, por detalhes, isso ainda não aconteceu. Atualmente a safra americana é de 125,2 milhões de toneladas. E, caso o Brasil não tivesse tido uma forte quebra por conta do clima, a colheita atual chegaria próxima a 122 milhões de toneladas. Mas isso não aconteceu e o país deve fechar mesmo com 113 milhões de toneladas.
Na terceira posição entre os que mais produzem soja está a Argentina, com uma produção próxima a 57 milhões de toneladas. O país também tem sofrido com os problemas climáticos, tanto que na safra 2017/2018, apesar do grande potencial, fechou com apenas 35 milhões de toneladas.
Líder em exportações
Se na produção o Brasil bate na trave para ser o maior do mundo, nas vendas o país é campeão com folga. Na última safra o país embarcou para o exterior nada menos que 101 milhões de toneladas, contra quase 60 milhões dos Estados Unidos. Vale ressaltar que desde o ano passado, após embates comerciais entre a China e os Estados Unidos, o Brasil tem se tornado o principal fornecedor do grão para os chineses, maiores compradores mundiais do produto.
Para entender a importância deste mercado para o Brasil, dos 90 milhões de toneladas comprados em 2018 pela China, quase 70 milhões saíram do Brasil. Isso significa que 69% de toda a soja exportada pelo Brasil em um ano vai para o país asiático.
A Argentina, por sua vez, prioriza a exportação de óleo e farelo, e impõem uma alta taxação para as vendas do grão. Com isso os volumes embarcados não ultrapassam nem a casa dos 10 milhões de toneladas, já que a China prefere o grão para transformar em óleo e farelo a preços mais baixos.
O Paraguai vive uma situação parecida com a da Argentina, mas tem a vantagem de não ter um imposto tão elevado para o grão e com isso, muitas vezes, acaba vendendo seu produto para o próprio Brasil. Em 2018 embarcaram 190 mil toneladas para os brasileiros.
Produtividade X Área
Nos últimos anos a pesquisa brasileira tem alertado para a importância de se ampliar a produtividade, não só para gerar uma rentabilidade maior por hectare, mas também porque a oferta de novas áreas começam a chegar no limite. As áreas com pastagens degradadas ainda apontam uma opção para a agricultura avançar em termos de área, mas isso depende da adaptação do solo em áreas sem histórico com agricultura, ou seja, o montante a ser produzido começará pequeno e avançará mais lentamente, do que em áreas já consolidadas.
Não há receita de bolo para conseguir elevar a produtividade, entretanto os pesquisadores destacam diversos cuidados desde o preparo e adequação do solo, escolha das sementes e dos produtos a serem usados, dessecação, colheita e principalmente sistema de produção com rotação de culturas.
Plantio direto
O plantio direto não se resume ao uso de uma plantadeira capaz de semear sobre resíduos de palha, mas sim algo bem mais complexo. Para se conseguir efetuar um sistema de produção eficiente e produtivo, é preciso entender que há uma diferença bem grande entre a sucessão e a rotação de culturas.
O primeiro se refere a um revezamento quase que contínuo entre duas culturas apenas, em alguns estados sendo a soja e milho, em outros a soja com o algodão e por fim a soja e o trigo. Já a rotação prioriza o uso de mais culturas, para levar ao solo nutrientes diversos, cobertura de palha e abertura do solo pelo enraizamento.
“O plantio direto começou a ser praticado no Brasil no início da década de 1970, como uma alternativa para combater a erosão, aliado a construção de terraços de base larga. Com o passar do tempo, surgiram plantadeiras com mais de 40 linhas, e se fez algo muito prejudicial aos solos: adaptaram os solos as máquinas novas e, por consequência, destruiu-se os terraços, o que levou a volta dos problemas causados pela erosão”, diz o pesquisador Áureo Lantmann.
A pesquisa já destrinchou a sucessão de culturas e sabe-se que, na agricultura, a repetição de uma mesma tecnologia durante longo tempo, traz muitos problemas tais como: seleção de plantas daninhas e seleção de insetos resistentes, além de não alterar a necessária diversidade biológica do solo. O solo não é só uma mistura de argila, areia e silte, mas algo vivo que precisa de diversidade.
Correção do solo
Após o entendimento de que, antes de mais nada, é preciso rotacionar as culturas a serem plantadas, o segundo passo é a análise e correção do solo. Este é considerado um ponto importante pela pesquisa, pois define exatamente o que falta ao solo e o que precisa ser adicionado.
A análise do solo é o primeiro passo para fazer a adubação nas lavouras de soja e é considerada por engenheiros agrônomos, pesquisadores e especialistas um dos melhores investimentos para a agricultura moderna. O manejo adequado dos nutrientes faltantes traz economia no adubo e incremento na produtividade da soja. A própria Embrapa já lançou uma nova edição de seu Manual de Métodos de Análise de Solo.
Métodos para melhoria do solo
Após a realização da análise do solo e a devida correção dos nutrientes faltantes, as pesquisas mostram que adicionar algumas técnicas diferentes podem render uma boa economia e produtividades ainda maiores.
A mais conhecida e comentada é o uso de calcário. Um estudo realizado pela Universidade Federal Mato Grosso (UFMT) mostra que o aumento no uso de calcário no solo pode impulsionar a produtividade das lavouras de soja e milho. No caso da oleaginosa, isso pode render até 10 sacas a mais por hectare. Isso pode mudar a maneira que o produtor usa o insumo, já que se acreditava que o excesso poderia trazer prejuízos as plantas.
Em tempos de margens complicadas, como as atuais, algumas técnicas milenares voltam a ser estudadas por engenheiros agrônomos e pesquisadores. Uma delas é a agricultura fermentativa, que é o processo de repovoar o solo com microrganismos, trazendo consigo os nutrientes necessários para as plantas.
Os processos fermentativos na agricultura são usados há 1500 anos em países como a China, Japão e Índia e ocorrem com a reprodução e reintrodução destes microrganismos para recuperar solos degradados ou com baixo índice de nutrientes. Segundo o engenheiro agrônomo, Cassiano Ricardo Niero Mendes, com o uso desta técnica é possível economizar mais de 20% com a compra de agroquímicos e obter um ganho na produtividade de 7%, no primeiro ano de aplicação.
Boa parte dos nutrientes químicos usados pelos produtores brasileiros para corrigir a falta de fertilidade de seus solos são importados e cotados em dólar, o que pode encarecer muito os custos da safra. Segundo estimativa do geólogo e pesquisador da Embrapa Éder Martins, esse volume supera a casa dos 70%. Uma alternativa para diminuir esta dependência e ampliar a durabilidade da fertilidade na terra é uma técnica conhecida como rochagem.
O pesquisador explica que os remineralizadores não podem ser substitutos dos fertilizantes químicos, o conhecido NPK (Nitrogênio, Fósforo, Potássio) por não possuírem todos estes nutrientes em sua composição. “As rochas têm um teor de nutrientes baixo, um exemplo é o potássio que na média possui apenas 10% de óxido de potássio, ou seja, precisamos de mais pó para compensar isso”, frisa ele. “A vantagem é que esse pó fica na terra e não é levado junto com a água de chuva, como os fertilizantes químicos.”
Plantio e métodos
Muito já se falou sobre os malefícios do plantio convencional, ou seja, com o preparo primário do solo, realizada com arados ou grades pesadas, remexendo as camadas inferiores e superiores de terra. Claro, que existe exceção à regra, quando usada para incorporação de corretivos, de fertilizantes, de resíduos vegetais, remoção de plantas daninhas, ou para a descompactação superficial, diz a Embrapa.
De maneira geral o ideal é fazer uso do plantio direto, uma das estratégias mais eficazes para melhorar a sustentabilidade da agricultura em regiões tropicais e subtropicais. “Sua adoção, em substituição à prática de agricultura em terra nua, deve ser considerada como um investimento na gestão dos recursos naturais e socioeconômicos”, diz o pesquisador Áureo Lantmann.
Plantio direto: a maioria diz fazer, mas a realidade é bem diferente
Mas um fator que gera muita polêmica entre os produtores não diz respeito a isso, mas sim, qual o melhor jeito de plantar! Se existia um mito a ser derrubado na cultura da soja, este se referia a maior produtividade que alguns métodos de plantio da cultura prometiam. Plantio cruzado, fileiras duplas, mais sementes por hectare, menor espaçamento entre as fileiras e entre as plantas, agrupamento de plantas e convencional. Diante de tantas opções, a Embrapa realizou um estudo para saber exatamente qual era o melhor. A resposta vai surpreender, confira!
Outro cuidado a ser apontado pela pesquisa na questão do plantio é a velocidade da plantadeira. Muitas vezes os agricultores cometem pequenos deslizes no plantio para não correr riscos. Mas, vale a pena acelerar a máquina para plantar mais rápido, ou entrar com os maquinários na terra ainda úmida? Para ajudar nesta questão o pesquisador da Embrapa Soja Osmar Conte destaca quais são os riscos de se correr com o plantio. Entenda!
O plantio de soja é considerado um dos processos mais importantes da safra, influenciando diretamente na produtividade e nos lucros. Por isso, a manutenção e reparos com os maquinários são fundamentais. Atualmente encontram-se disponíveis no mercado diversas plantadeiras e tanto as novas quanto as usadas precisam de cuidados antes de entrar em campo. Para ajudar o agricultor, o Soja Brasil ouviu especialistas em maquinário agrícola para mostrar ao agricultor os cuidados necessários com as plantadeiras antes e depois da semeadura. A revisão do equipamento é indicada para verificar se existem peças desgastadas ou danificadas.
Monitoramento e cuidados
Com as lavouras se desenvolvendo o produtor deve ficar atento ao monitoramento das áreas. Isso ajuda a detectar problemas antes que eles se tornem caros para resolver. Pragas, ervas invasoras e doenças são alguns dos focos destas inspeções.
Após o monitoramento a pesquisa aconselha o uso do Manejo Integrado de Pragas (MIP). O termo refere-se à integração de diferentes ferramentas, tais como os produtos químicos, agentes biológicos (predadores, parasitóides e entomopatógenos – bactérias, fungos ou vírus), extratos de plantas, feromônios, variedades de plantas resistentes a pragas etc, para controle das lavouras.
Um exemplo dado pela pesquisa mostra que controlar percevejos e lagartas da soja seguindo as orientações do MIP aumenta a margem de lucro do produtor, ao promover uma economia de pouco mais de R$ 125 por hectare. O estudo realizado através do Programa de Desenvolvimento Científico Nacional (DCR), da pesquisadora Viviane Santos, estimou ainda que se a prática fosse adotada em todas as lavouras de soja do Brasil – uma área de aproximadamente 33,2 milhões hectares – poderia gerar um benefício econômico da ordem de R$ 4 bilhões, devido à economia com inseticidas e gastos com a aplicação dos produtos.
Muitas pragas e várias soluções
A cultura da soja no Brasil é atacada por dezenas de pragas todos os anos, que trazem ao setor produtivo muitos prejuízos. Com isso, a Embrapa Soja realizou um levantamento listando as principais pragas da sojicultura. Entre elas, o destaque fica por conta do percevejo-marrom, que é um dos mais abundantes na cultura e também requer mais atenção.
Segundo o pesquisador da entidade, Samuel Roggia, esta é uma praga que ataca às vagens e os grãos, causando um prejuízo direto à produção. Além disso, já começa a apresentar tolerância a diversos agroquímicos. “Estamos preocupados com a expansão dessa praga. Acredito que ela será um grande desafio em poucos anos”, garante Roggia.
Mas as lagartas e a mosca branca também trazem muita preocupação. Claro que o clima tem grande influência sobre o nível de infestação na área, pois cada praga se adapta melhor a uma temperatura e um nível de umidade. Saiba quais são as 10 piores pragas da soja!
A boa notícia é que existem diversos métodos para combatê-los. Desde cultivares resistentes ou tolerantes, refúgio sanitário e defensivos químicos e biológicos.
Trata-se, segundo a Embrapa, de uma praga ainda pior para a cultura da soja, o percevejo-castanho-de-raiz. O que o torna tão temível? A falta de produtos no mercado para seu controle e seu alto poder destrutivo, já que ele ataca diretamente a raiz, matando a planta.
O controle só deve iniciar quando o produtor identificar lagartas deste grupo helicoverpa/heliothis e a população superar o número de 4 ou mais lagartas por metro linear, usando o bom e velho pano de batida. “É importante contar o número de lagartas grandes, acima de 1,5 centímetros e as pequenas. Se a maioria for pequena, o tratamento pode ser feito com produtos como um agroquímico biológico, por exemplo, que são seletivos e causam menos impactos ao meio ambiente”, alerta Bueno. “Se forem maiores, é preciso usar produtos com maior eficácia.”

Fonte: Canal Rural

Palmas somou quase 80 milímetros de chuva no final de semana

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O final de semana foi marcado pelo registro de volumes expressivos de chuva em Palmas. Porém, a quantidade registrada ainda está longe de repor o déficit hídrico enfrentado pela região.

Entre sexta-feira (27) e domingo (29), a estação do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) em Palmas contabilizou 78,8 milímetros de chuva.

Somados aos registros do inicio do mês, Palmas registrou quase 170 milímetros de precipitação em novembro. Segundo o Simepar, o tempo segue abafado nesta segunda-feira (30) e são esperadas chuvas a qualquer momento do dia. O órgão prevê mais quatro milímetros nesta segunda-feira em Palmas.

Com informações de Guilherme Zimermann

Fonte:https://reporteralencar.com.br/

CELSO JOALHEIRO

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Palmas
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