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segunda-feira,12 outubro,2026
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O problema não era a goteira. Era o silêncio

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Quem trabalha com imóveis sabe que nem todo problema aparece de forma evidente. Às vezes, começa com uma pequena mancha na parede, uma torneira pingando, uma infiltração discreta ou uma goteira que parece não ter importância. O problema é quando aquilo que poderia ser resolvido rapidamente fica sem atenção até se transformar em algo muito maior.
Recentemente, aconteceu uma situação assim em uma sala comercial administrada pela nossa imobiliária. A proprietária nos avisou que a inquilina estava com uma goteira. Até aí, parecia uma ocorrência comum. O que chamou nossa atenção foi um detalhe: naquele dia, não estava chovendo.
Mandei nossa equipe verificar o imóvel. Quando chegamos lá, encontramos uma situação muito mais séria: uma caixa d’água de aproximadamente 500 litros estava com problemas na estrutura que a sustentava e havia risco de o reservatório despencar.
Foi nesse momento que percebemos que aquela não era simplesmente uma questão de “consertar uma goteira”. Havia um risco que poderia ter provocado um prejuízo muito maior.
E havia ainda outra informação importante: o problema já vinha sendo percebido havia alguns dias, mas não tinha sido comunicado à imobiliária.
Esse episódio me fez pensar em algo que vale para qualquer pessoa que participe de uma locação, seja proprietário, seja inquilino: informação também é uma forma de prevenção.
A Lei do Inquilinato estabelece que o locatário deve comunicar imediatamente ao locador o surgimento de dano ou defeito cuja reparação seja de responsabilidade do proprietário. A mesma legislação também estabelece obrigações do locador relacionadas às condições do imóvel.
Mas existe uma confusão muito comum nessa relação. Avisar que existe um problema não significa assumir que você será responsável pelo conserto. O inquilino não precisa saber, no momento em que percebe uma infiltração ou um vazamento, de quem é a responsabilidade. Ele precisa comunicar.
Depois disso, é preciso descobrir a causa.
Pode ser um desgaste natural, um problema estrutural, uma falha de instalação, uma manutenção decorrente do uso, um dano provocado pelo próprio ocupante ou até uma situação relacionada ao condomínio ou à rede pública. Cada situação precisa ser analisada.
Da mesma forma, quando um problema é percebido e não é comunicado, a demora não deve ser simplesmente ignorada. Se o problema se agravar nesse período, será necessário analisar o que aconteceu, quando foi percebido, quando foi comunicado e se a falta de comunicação contribuiu para aumentar o dano.
É por isso que uma imobiliária não pode trabalhar apenas apagando incêndios. Administrar um imóvel significa acompanhar situações, registrar ocorrências, buscar informações, identificar causas e agir com rapidez quando existe risco.
No nosso trabalho, uma ocorrência precisa seguir um caminho: recebemos a informação, registramos, avaliamos a urgência, verificamos o imóvel, buscamos identificar a origem do problema, encaminhamos a solução e acompanhamos até o encerramento.
Pode parecer excesso de cuidado para quem olha de fora. Na prática, é justamente esse cuidado que pode evitar um prejuízo maior.
E isso vale não apenas para quem aluga um imóvel. Vale para quem é proprietário, para quem administra, para quem tem uma sala comercial, uma casa ou um apartamento. Um problema ignorado hoje pode se transformar em uma despesa muito maior amanhã.
Por isso, se você mora ou trabalha em um imóvel alugado e percebe algo diferente, não espere piorar para avisar. Uma goteira pode parecer pequena. Uma infiltração pode parecer apenas uma mancha. Um vazamento pode parecer apenas água desperdiçada.
Mas você não precisa descobrir sozinho o tamanho do problema nem decidir de quem é a responsabilidade.
Avise. Registre. Peça orientação.
Porque, no mercado imobiliário, muitas vezes o prejuízo não começa quando alguma coisa quebra. Ele começa quando alguém percebe que existe um problema e pensa: “Depois eu aviso.”
E talvez essa seja a principal lição que essa situação me deixou: problema comunicado cedo pode ser apenas manutenção. Problema ignorado pode virar prejuízo.

Eclea Camine
Empresária imobiliária – Camine Imóveis
Especialista em financiamento imobiliário

Nova NR-10 traz mudanças importantes para empresas e reforça prevenção de acidentes elétricos

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A segurança nos trabalhos envolvendo eletricidade terá novas regras no Brasil. O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Portaria MTE nº 737/2026, que aprovou uma nova redação da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10), responsável por estabelecer requisitos de segurança em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

A atualização moderniza a norma e aproxima a prevenção dos riscos elétricos do atual modelo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A nova NR-10 entrará em vigor em 1º de junho de 2027, permitindo que as empresas utilizem o período de transição para revisar instalações, documentos, procedimentos e treinamentos.

Entre as principais mudanças está a integração dos riscos elétricos ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Perigos como choque elétrico e arco elétrico deverão ser identificados, avaliados e controlados dentro da gestão de riscos da organização, com definição das medidas de prevenção necessárias.

A norma também reforça a desenergização como medida prioritária de prevenção e amplia a atenção ao risco de arco elétrico, capaz de provocar queimaduras graves, incêndios e outros acidentes. A análise das instalações e a correta definição das medidas de proteção coletiva e individual ganham ainda mais importância.

Outro ponto relevante envolve os treinamentos e a autorização dos trabalhadores. Os requisitos de capacitação foram reorganizados, incluindo critérios para treinamentos periódicos e situações em que novas capacitações deverão ser realizadas.

A documentação das instalações elétricas também merece atenção. O Prontuário das Instalações Elétricas (PIE) passa por mudanças em seus critérios e deverá estar compatível com as condições reais das instalações e com a gestão dos riscos ocupacionais da empresa.

Embora a nova redação passe a valer somente em 2027, as empresas não devem deixar as adequações para a última hora. O período de transição é uma oportunidade para revisar o PGR, verificar as instalações elétricas, analisar procedimentos de trabalho e conferir treinamentos, autorizações, EPIs e EPCs.
Mais do que atender a uma obrigação legal, a atualização da NR-10 reforça um princípio fundamental da Segurança e Saúde no Trabalho: o risco elétrico deve ser prevenido antes que resulte em acidentes.

Para as empresas da região, este é o momento de avaliar como as novas exigências impactam suas atividades e planejar as adequações necessárias.

A Delta Laboral – Saúde e Segurança do Trabalho, de Palmas/PR, acompanha as atualizações da legislação e auxilia empresas na gestão de SST, com elaboração e revisão de PGR, PCMSO e LTCAT, avaliações ocupacionais, treinamentos e gestão dos riscos ocupacionais.

Sua empresa está preparada para a nova NR-10? A equipe da Delta Laboral está à disposição para orientar e apoiar as empresas nesse processo, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros e em conformidade com a legislação.

Pesquisa ou roteiro eleitoral?

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Inventaram um método novo por aqui: pergunta-se ao eleitor em quem ele votaria, lista-se alguns nomes e esquece-se de um. Sem querer, claro. Aí o levantamento sai, os números rodam nos grupos, o comentário pega, e o eleitor acaba convencido de que a disputa é só entre aqueles ali. Acontece que fotografia é questão de enquadramento. E quem estava com a câmera na mão?

Pesquisa divulgada ao público tem regra. Precisa de registro na Justiça Eleitoral e de um punhado de informações que permitam entender como o retrato foi feito: metodologia, período, amostra, quem contratou, quem assina. Fica faltando responder quem escolheu os nomes da lista. A ausência de um candidato não prova manipulação nenhuma, é verdade. Mas produz um efeito bem conveniente para alguém. Nome que não aparece vira nome que não existe, e boa parte do eleitorado conclui sozinha que aquele ali não é competitivo, não é conhecido, não vale o voto.

Daí a distância entre medir a realidade e ajudar a construí-la fica fina demais para o meu gosto. Pesquisa serve para descobrir o que o eleitor pensa, não para ensiná-lo a pensar. Enquete não é urna, e lista não é candidatura. No frigir dos ovos, esse levantamento talvez diga pouco sobre as urnas e bastante sobre quem escreveu o roteiro antes de perguntar ao público como a história terminaria.

Remédios para emagrecer podem afetar a mente? O que sabemos hoje

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“Doutora, esses remédios para emagrecer podem causar depressão?”
“Eles podem mudar minha personalidade?”
“Vou ficar dependente da medicação?”

Essas são algumas das perguntas que mais aparecem quando falamos sobre medicamentos como semaglutida e tirzepatida, utilizados no tratamento da obesidade e do excesso de peso.

E a resposta exige cuidado: emagrecimento não é apenas uma questão de estética. A obesidade está relacionada à saúde cardiovascular, ao metabolismo e também à saúde mental. Ansiedade, depressão, compulsão alimentar, baixa autoestima e alterações do sono podem coexistir com o excesso de peso e influenciar diretamente a capacidade de emagrecer e manter os resultados.

Uma das maiores dúvidas recentes envolve a possibilidade de esses medicamentos aumentarem o risco de depressão ou pensamentos suicidas. Após uma avaliação abrangente, a FDA informou, em 2026, que não encontrou aumento desse risco com os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 e solicitou a retirada desse alerta das bulas de alguns deles. ([U.S. Food and Drug Administration][1])

Isso não significa que a saúde mental deva ser ignorada durante o tratamento. Pelo contrário.

Uma pessoa que começa um tratamento para emagrecer precisa ser observada como um todo. Mudanças importantes no apetite, na rotina, no sono, na relação com a comida e na própria imagem corporal podem repercutir emocionalmente.

Além disso, emagrecer não significa automaticamente resolver ansiedade, depressão ou compulsão alimentar. O medicamento pode ajudar no controle da fome e na perda de peso, mas não substitui, quando necessário, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

E existe ainda uma relação importante com o coração. A perda de peso e o tratamento adequado da obesidade podem contribuir para melhorar fatores de risco cardiovascular, como pressão arterial, glicemia e alterações metabólicas. Alguns medicamentos dessa classe também já demonstraram benefícios cardiovasculares em determinados grupos de pacientes.

Por isso, a pergunta não deveria ser apenas: “Qual remédio faz emagrecer mais?”

A pergunta mais importante é: “Qual tratamento é mais adequado para esta pessoa, considerando seu peso, coração, metabolismo, saúde mental, hábitos e objetivos?”

Emagrecer é importante. Mas cuidar da saúde é muito maior do que perder quilos.

O verdadeiro objetivo não é apenas ver um número menor na balança. É conquistar mais saúde, mais disposição e uma relação mais equilibrada com o próprio corpo e com a comida.

EKO BAR NOTÍCIAS

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Copa Basquete Energia em Quadra realiza primeira etapa com grandes jogos

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A primeira etapa da Copa Basquete Energia em Quadra foi marcada por grandes jogos, equilíbrio e muita emoção, reunindo atletas, comissões técnicas, familiares e torcedores em uma verdadeira celebração do basquete.
Na categoria U14 Masculino, participaram as equipes do Colégio Bom Jesus, Porto União e Pato Branco. O título ficou com o Porto União, que terminou a competição na primeira colocação. O Colégio Bom Jesus ficou em segundo lugar, enquanto Pato Branco terminou na terceira posição.
Bernardo Hammerschmidt, do Colégio Bom Jesus, foi o grande destaque individual da categoria, sendo eleito cestinha e MVP da competição.
O Quinteto Ideal do U14 Masculino foi formado por Bernardo, do Colégio Bom Jesus; Bruno Grinco, Gabriel Bertol e Davi Ramos, do Porto União; e Bruno Shinoski, de Pato Branco.
No U16 Feminino, a competição contou com as equipes Juventude Feminino e ABP Adulto Feminino, que protagonizaram partidas de muita intensidade e competitividade.
O Juventude conquistou o primeiro lugar, enquanto a ABP Adulto Feminino terminou na segunda colocação. Entre os destaques individuais, Sophia Camargo foi eleita MVP, e Ariane Fragoso terminou como cestinha da categoria.
O Quinteto Ideal do U16 Feminino foi composto por Sophia, Ariane, Camilla, Alana e Emanuelly.
A Copa Basquete Energia em Quadra foi patrocinada pela à Itaipu Binacional com o importante apoio da Prefeitura Municipal de Palmas- Departamento de Esportes.
A competição reforça a importância do esporte como ferramenta de integração, formação e desenvolvimento de novos talentos, promovendo o basquete e proporcionando momentos de confraternização entre atletas e comunidade.

Fonte: Raphaele Cristine Fonseca Carneiro
Fotos: Darlei Camargo Santos

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