Você sabia que a nossa capacidade de produzir colágeno começa a diminuir progressivamente ao longo da vida? A partir da idade adulta – cerca de 25 a 30 anos – essa produção já não é a mesma da juventude e, com o passar do tempo, fatores como exposição solar, tabagismo, alterações hormonais, estresse, insônia e hábitos de vida podem acelerar ainda mais essa perda.
O resultado aparece na pele: redução da firmeza e elasticidade, surgimento de flacidez, aspecto opaco, alterações na textura e formação de rugas.
Diante disso, uma pergunta se tornou cada vez mais comum no consultório: vale mais a pena tomar colágeno ou investir em um bioestimulador?
O colágeno oral, especialmente na forma de peptídeos de colágeno, pode ser utilizado como um complemento aos cuidados. Estudos mostram benefícios modestos na hidratação, elasticidade e qualidade da pele após uso contínuo. Mas é importante ter expectativas realistas: o suplemento não substitui uma alimentação equilibrada, proteção solar ou tratamentos dermatológicos. É importante ter em mente que a ruga instalada não irá desaparecer com a suplementação via oral.
Os bioestimuladores de colágeno atuam de outra maneira. Substâncias como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio são aplicadas em planos específicos da pele e estimulam uma resposta local que favorece a produção de novo colágeno. O resultado é progressivo e pode contribuir para melhorar firmeza, sustentação, textura e qualidade da pele.
Então, qual vale mais a pena?
Depende do objetivo. O colágeno oral pode fazer sentido como parte de uma estratégia de manutenção e cuidados globais. Já para quem apresenta perda de firmeza ou deseja uma ação mais direcionada e significativa sobre a qualidade da pele, os bioestimuladores podem oferecer resultados mais perceptíveis.
E eles não precisam ser vistos como tratamentos concorrentes. Em muitos casos, a melhor estratégia é combinar diferentes recursos: alimentação adequada, proteção solar, skincare, hábitos saudáveis e, quando indicados, suplementação e procedimentos.
Mais importante do que escolher entre “colágeno em cápsula” ou “colágeno injetável” é entender quanto colágeno sua pele perdeu, quais são suas necessidades e qual estratégia faz sentido para o seu momento. Seu médico dermatologista traçará uma estratégia pensando exatamente no que você precisa.
Envelhecer é natural. Cuidar para envelhecer bem é uma escolha inteligente.
Dra. Glauce Yumi Nozaki
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Clínica Dermarium
Telefone: (46) 3262-3863
Rua Augusto Guimarães 1074
Sala 103 – Palmas – Paraná














