Chega o fim do dia.
As tarefas foram cumpridas, os problemas foram resolvidos, as mensagens respondidas. Mas junto com o cansaço surge uma vontade quase incontrolável de comer.
Chocolate, pão, biscoitos, doces ou qualquer alimento que pareça trazer conforto.
Muitas mulheres interpretam esse comportamento como falta de disciplina.
Mas nem sempre é fome.
Muitas vezes, é exaustão.
Vivemos em uma rotina cada vez mais acelerada. Trabalho, filhos, casa, relacionamentos, responsabilidades e cobranças constantes fazem com que muitas mulheres passem o dia inteiro atendendo às necessidades de todos, enquanto ignoram as próprias.
O corpo sente.
E o cérebro também.
Quando estamos emocionalmente sobrecarregadas, nosso organismo busca formas rápidas de obter alívio e recompensa. A comida, especialmente os alimentos ricos em açúcar e gordura, ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e ao conforto emocional.
Por isso, depois de um dia difícil, a vontade de comer pode não ter relação com a necessidade física de energia.
Ela pode estar ligada ao cansaço mental, ao estresse acumulado ou até à necessidade de acolhimento.
Além disso, noites mal dormidas, níveis elevados de cortisol e uma alimentação insuficiente ao longo do dia podem intensificar ainda mais esse comportamento.
O problema é que muitas pessoas tentam resolver essa situação aumentando o controle.
Criam mais regras, mais restrições e mais culpa.
Mas a solução raramente está em se punir.
Está em compreender o que o corpo está tentando comunicar.
Nem toda fome vem do estômago.
Algumas vêm da exaustão.
Por isso, cuidar da alimentação é importante. Mas cuidar do sono, da saúde emocional, dos momentos de descanso e da qualidade de vida também faz parte do processo.
Afinal, um corpo sobrecarregado nem sempre precisa de mais comida.
Às vezes, ele precisa de mais cuidado.
Aline Sampaio
Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, Estética e Saúde da Mulher
CRN 8 – 17617
@alinesampaio.nutricionista
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