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segunda-feira,4 maio,2026
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Além da perda de peso: os impactos do uso de novas medicações para obesidade

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O uso de medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida tem crescido de forma expressiva no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, trazendo benefícios consistentes na perda de peso e no controle metabólico. No entanto, como qualquer terapia, é fundamental compreender seus possíveis efeitos colaterais ao longo do tempo.

No curto prazo, os efeitos mais comuns são gastrointestinais. Náuseas, vômitos, sensação de estufamento, refluxo e diarreia são frequentemente relatados, especialmente nas primeiras semanas ou após aumento de dose. Esses sintomas ocorrem porque esses medicamentos retardam o esvaziamento gástrico e atuam em centros de saciedade no cérebro. Em geral, tendem a diminuir com o tempo e podem ser manejados com ajuste alimentar e progressão gradual da dose.

No médio prazo, observa-se uma adaptação do organismo, com melhora dos sintomas iniciais. Porém, podem surgir outras questões, como constipação persistente, perda de massa magra quando não há suporte nutricional adequado, e formação de cálculos biliares devido à rápida perda de peso. Também tem sido relatada queda de cabelo, geralmente associada ao emagrecimento acelerado e possível déficit nutricional, mais do que a um efeito direto da medicação. Alterações de humor, incluindo sintomas depressivos, também devem ser observadas, especialmente em pacientes com histórico prévio.

No longo prazo, ainda há necessidade de mais estudos robustos, especialmente com a tirzepatida, por ser mais recente. Até o momento, os dados sugerem segurança cardiovascular, inclusive com benefícios nesse aspecto. Entretanto, discute-se o risco potencial de pancreatite, embora raro, e possíveis alterações na vesícula biliar. Existe também preocupação teórica sobre tumores de tireoide em modelos animais, mas isso não foi confirmado de forma significativa em humanos.

Outro ponto relevante envolve o comportamento e a relação com o corpo. A perda de peso rápida pode impactar a autoimagem, podendo desencadear ou agravar distúrbios de imagem corporal. Em alguns casos, observa-se uma relação de dependência psicológica com o medicamento ou com o resultado estético, além de possível migração para outros comportamentos compulsivos, como substituição alimentar por outros vícios. Esses aspectos reforçam que o tratamento da obesidade vai além da prescrição medicamentosa.

Também é importante considerar o efeito rebote após a suspensão. Sem mudança de estilo de vida, muitos pacientes podem recuperar parte do peso perdido, o que reforça a importância de acompanhamento contínuo.

Semaglutida e tirzepatida são ferramentas eficazes, mas devem ser utilizadas com orientação médica e acompanhamento multiprofissional, considerando não apenas os efeitos físicos, mas também os aspectos emocionais e comportamentais envolvidos no processo de emagrecimento.

Abril mês de conscientização do Autismo Quando o autismo nos convida a olhar também para quem cuida

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Abril é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição do neurodesenvolvimento que envolve diferentes formas de perceber, sentir e se relacionar com o mundo. Muito tem se falado sobre inclusão, diagnóstico precoce e intervenções, e isso é essencial. Mas hoje, eu gostaria de convidar você a ampliar esse olhar: por trás de cada criança atípica, existe uma família inteira sendo atravessada por desafios silenciosos. E, muitas vezes, uma mãe emocionalmente exausta tentando dar conta de tudo.
As chamadas famílias atípicas vivem uma rotina que foge do esperado. Consultas, terapias, adaptações, crises sensoriais, seletividade alimentar, dificuldades de comunicação, preconceitos velados… tudo isso vai se somando ao longo dos dias. Não é apenas sobre cuidar de uma criança — é sobre reorganizar a vida inteira em função das necessidades dela.
E nesse cenário, muitas mães acabam se tornando verdadeiras guerreiras invisíveis.
São mulheres que, além de exercerem a maternidade, assumem o papel de terapeutas, mediadoras, defensoras, pesquisadoras e, muitas vezes, as únicas responsáveis por sustentar emocionalmente a família. Elas aprendem sobre o autismo na prática, na dor, na tentativa e erro. Dormem pouco, se cobram muito e, frequentemente, se sentem sozinhas.
O desgaste emocional é real e profundo.
Ansiedade, culpa, sobrecarga, sensação de insuficiência e até sintomas de depressão fazem parte da vivência de muitas dessas mães. Existe uma pressão constante para “dar conta”, para “ser forte”, para “não desmoronar”. Mas pouco se fala sobre quem cuida de quem cuida.
É preciso romper com a romantização da força feminina que tudo suporta. Cuidar de uma criança com necessidades específicas exige rede de apoio, escuta, acolhimento e políticas públicas que realmente funcionem. Não basta olhar para a criança, é preciso olhar para o contexto em que ela está inserida.
Quando uma mãe está emocionalmente esgotada, toda a dinâmica familiar é impactada. E cuidar dessa mãe não é um luxo, é uma necessidade.
Acolher famílias atípicas é compreender que cada conquista, por menor que pareça, carrega uma história de esforço, resiliência e amor. É oferecer menos julgamento e mais empatia. É entender que nem sempre haverá respostas prontas, mas que a presença, a escuta e o respeito já fazem toda a diferença.
Neste mês de abril, que possamos ir além da conscientização e caminhar em direção à sensibilização. Que possamos enxergar não apenas o autismo, mas também as histórias que existem ao redor dele.
Porque por trás de cada criança atípica, existe uma mãe que, mesmo cansada, continua tentando todos os dias fazer o seu melhor.
E ela também precisa ser cuidada.

Alessandra Procópio Moreira
Neuropsicóloga CRP 08/41553
Especialista em Avaliação psicológica/neuropsicológica e
transtornos do Neurodesenvolvimento

Emagrecimento não é só para mulheres: por que os homens também precisam de estratégia metabólica

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Durante muito tempo, o cuidado com o corpo e a busca por emagrecimento foram associados quase exclusivamente às mulheres.

Mas essa realidade vem mudando — e precisa mudar ainda mais.

Cada vez mais homens têm enfrentado dificuldade para emagrecer, especialmente após os 30 ou 40 anos. E, diferente do que muitos pensam, isso não está relacionado apenas à falta de disciplina ou cuidado com a alimentação.

Existe uma questão metabólica importante por trás disso.

Com o passar dos anos, o organismo masculino também sofre alterações hormonais, com redução progressiva da testosterona, aumento da resistência à insulina e maior tendência ao acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal.

E essa gordura não é apenas estética.

A gordura visceral está diretamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, inflamação crônica e queda na qualidade de vida.

Além disso, a rotina moderna — marcada por estresse elevado, noites mal dormidas, sedentarismo e alimentação desorganizada — contribui ainda mais para esse cenário.

O problema é que muitos homens ainda tentam resolver isso da forma mais comum:
comendo menos, treinando mais e esperando resultados rápidos.

Na prática, isso raramente funciona a longo prazo.

O emagrecimento, principalmente nessa fase da vida, exige estratégia.

Hoje, já sabemos que é possível atuar diretamente no metabolismo, melhorando a sensibilidade à insulina, controlando o apetite e favorecendo a redução da gordura abdominal de forma mais eficiente.

Nesse contexto, a tirzepatida surge como uma importante aliada no tratamento do excesso de peso e da gordura visceral, especialmente quando associada a uma abordagem nutricional adequada e acompanhamento profissional.

Mas é importante reforçar: não se trata apenas do uso de medicação.

Sem estratégia, os resultados não se sustentam.

Foi com esse olhar que surgiu o AndroShape, um protocolo realizado na Femiclin, conduzido pela Dra. Fátima (médica) e por mim (nutricionista), que integra o uso da tirzepatida a uma abordagem nutricional estratégica e acompanhamento médico profissional individualizado e personalizado.

O objetivo vai além do emagrecimento.

Trata-se de melhorar o metabolismo, reduzir a gordura abdominal, recuperar a disposição, a energia e a qualidade de vida.

Porque o cuidado com a saúde não tem gênero.

E emagrecer não é apenas sobre estética — é sobre viver melhor.

Aline Sampaio
Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, Estética e Saúde da Mulher
CRN 8 – 17617

@alinesampaio.nutricionista
(49)99983-9122
Atendimento on-line e presencial na Femiclin em Palmas/PR

EKO BAR NOTÍCIAS

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Evento Dia das Mulheres Marini Compensados

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Na última semana, a Marini Compensados promoveu um evento especial em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, reforçando seu compromisso com a valorização, o respeito e o reconhecimento das colaboradoras que contribuem diariamente para o crescimento da empresa. A iniciativa foi marcada por momentos de integração, reflexão e celebração, destacando a importância do papel feminino no ambiente corporativo e na sociedade.
A programação contou com uma palestra inspiradora ministrada por Lucy Souza, que abordou temas relevantes como autoestima, protagonismo feminino, equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Além disso, foram realizadas dinâmicas interativas que proporcionaram momentos de descontração, troca de experiências e conexão entre as participantes.
O evento também teve a participação especial da Camine Imóveis, que contribuiu com brindes e a realização de sorteios, tornando a ocasião ainda mais especial e acolhedora para todas as colaboradoras presentes.
Mais do que uma comemoração, a ação representou um momento significativo de reconhecimento e valorização das mulheres que fazem a diferença todos os dias dentro da empresa. A Marini Compensados reafirma, com iniciativas como essa, seu compromisso em promover um ambiente cada vez mais inclusivo, respeitoso e inspirador para todos.

Palmense Eduarda Gomes recebe Wild Card e vai disputar o Roland – Garros Juniors Series

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A palmense Eduarda Gomes “Duda”, de apenas 13 anos, acabou de receber da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) um Wild Card para disputar o Roland-Garros Juniors Series, de 15 a 19 de abril. O convite se deu pelo desempenho, potencial e visibilidade que a tenista palmense atingiu nas disputas das competições nacionais e internacionais.

Duda será a mais jovem jogadora do torneio, o que evidencia sua trajetória promissora na modalidade. A competição terá a presença de 32 melhores jogadores Sub-17 da América Latina — 16 meninos e 16 meninas — , que irão competir na Sociedade Harmonia de Tênis em São Paulo na busca de um wild card para o torneio juvenil de Roland Garros, em Paris. O Brasil terá oito meninos e cinco meninas nesta edição do torneio.

Além dos brasileiros, a edição deste ano do Roland-Garros Juniors Series contará com a participação de tenistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Venezuela. A organização confirmou também a presença dos ícones do tênis Juan Martín del Potro e Gabriela Sabatini, que oferecerão mentoria e treinamentos exclusivos aos atletas. O torneio também trará workshops sobre desenvolvimento profissional, mídia e performance mental, preparando os jogadores para desafios dentro e fora das quadras.

Fonte: Facebook
Rádio Horizonte FM

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