Quando uma mulher volta para a quadra, ela volta para si
Por Vera Lúcia Necher
Há mulheres que chegam à quadra querendo aprender a jogar vôlei. Outras chegam querendo voltar a fazer alguma atividade física. Algumas procuram companhia. E existem aquelas que talvez nem saibam exatamente o que estão procurando.
Mas, com o tempo, percebo que muitas encontram algo muito maior: encontram novamente uma parte de si mesmas.
O Projeto Rich’s Volleyball Mulheres 40+ nasceu com uma proposta simples: proporcionar atividade física, saúde e convivência por meio do vôlei para mulheres acima dos 40 anos. Mas aquilo que acontece dentro de uma quadra dificilmente cabe em uma descrição de projeto.
Ali existem histórias.
Existem mulheres que chegam cansadas depois de um dia inteiro de trabalho. Mulheres que cuidam dos filhos, da casa, dos pais, dos compromissos e de tantas pessoas ao seu redor. Mulheres que passaram anos colocando suas próprias vontades para depois.
Até que chega a hora do treino.
Por algumas horas, elas não precisam ser definidas pela profissão, pela idade ou pelas responsabilidades que carregam.
São simplesmente elas.
Elas correm. Erram. Acertam. Reclamam. Competem. Dão risada. Comemoram um ponto como se fosse uma final de campeonato. E talvez quem olhe de fora enxergue apenas um grupo de mulheres jogando vôlei.
Eu enxergo muito mais.
Enxergo mulheres descobrindo que ainda podem começar coisas novas. Que o corpo depois dos 40 não precisa ser tratado como um corpo que está encerrando possibilidades. Ao contrário: pode ser o início de uma fase em que finalmente entendemos a importância de cuidar também de nós mesmas.
Nossa caminhada não aconteceu sem dificuldades. Houve mudanças, obstáculos e momentos em que manter o projeto vivo exigiu persistência. Mas a chama permaneceu acesa.
E permaneceu porque nenhuma de nós joga sozinha.
Talvez essa seja a maior lição que o vôlei tenha nos ensinado: para a bola não cair, alguém precisa estar ao seu lado.
Na vida também.
Por isso, às mulheres do Rich’s Volleyball Mulheres 40+, quero deixar registrada publicamente a minha gratidão.
Obrigada por acreditarem.
Obrigada por permanecerem.
Obrigada por cada treino, cada abraço, cada gargalhada, cada dificuldade superada e cada vez que escolheram sair de casa e cuidar um pouco de vocês.
Vocês transformaram uma ideia em uma história.
E quando vejo nossas mulheres entrando em quadra, percebo que o maior resultado desse projeto jamais poderá ser medido pelo número de pontos, vitórias ou campeonatos.
Nosso verdadeiro placar está em outro lugar.
Está na mulher que voltou a sorrir.
Naquela que fez novas amigas.
Na que recuperou sua autoestima.
Na que descobriu que ainda consegue.
E naquela que entendeu, finalmente, que depois dos 40 ainda existe uma vida inteira esperando para ser vivida.
Enquanto houver uma mulher disposta a acreditar nisso, haverá motivo para manter essa chama acesa.
Porque quando uma mulher volta para a quadra, muitas vezes ela está, na verdade, voltando para si mesma.
LTCAT: um documento que merece mais atenção das empresas
Durante muito tempo, o LTCAT — Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho, foi visto por algumas empresas apenas como mais um documento da área de Saúde e Segurança do Trabalho. Com o eSocial e o PPP eletrônico, essa visão precisa mudar.
O LTCAT possui natureza previdenciária e registra tecnicamente as condições ambientais de trabalho e a exposição dos trabalhadores a agentes nocivos. Atualmente, essas informações fazem parte de uma cadeia de dados que pode envolver PGR, PCMSO, PPP eletrônico, folha de pagamento e eventos de SST enviados ao eSocial.
Isso significa que uma inconsistência deixou de ficar restrita a uma pasta de documentos da empresa. Os sistemas permitem maior integração e cruzamento das informações declaradas.
Entre os problemas que merecem atenção estão laudos genéricos, avaliações ambientais que não representam adequadamente a exposição, documentos desatualizados após mudanças no processo produtivo e divergências entre LTCAT, PGR, PPP e informações transmitidas pelo evento S-2240 do eSocial.
Imagine, por exemplo, que determinado agente esteja identificado no PGR, apareça de maneira diferente no LTCAT e seja informado de outra forma no eSocial. A divergência pode levantar questionamentos justamente porque documentos que deveriam retratar a mesma realidade ocupacional passam a contar histórias diferentes.
Outro equívoco é acreditar que o LTCAT deve ser elaborado uma vez e simplesmente arquivado. Mudanças de layout, equipamentos, processos, matérias-primas, funções ou medidas de controle podem exigir nova avaliação das condições de exposição.
A gestão moderna de SST exige coerência e rastreabilidade. Mais importante do que possuir documentos é garantir que eles representem a realidade da empresa e conversem entre si.
A Delta Laboral atua na elaboração e gestão integrada dos documentos de Saúde e Segurança do Trabalho, avaliações ambientais e eventos de SST no eSocial. Nossa proposta é auxiliar as empresas para que PGR, PCMSO, LTCAT e informações previdenciárias estejam tecnicamente alinhados, transformando uma obrigação documental em segurança para a empresa e para o trabalhador.
Uma imobiliária que não espera as oportunidades chegarem
Durante muito tempo, o mercado imobiliário foi muito associado àquilo que estava disponível dentro da própria cidade: imóveis captados, terrenos, casas e apartamentos que faziam parte da carteira imobiliária. Mas o comportamento do consumidor mudou, e acredito que o profissional do mercado também precisa mudar. Hoje, uma pessoa pode morar em Palmas, querer investir no litoral, conhecer uma oportunidade em Chapecó ou se interessar por um lançamento em Pato Branco. E por que a imobiliária deveria limitar sua atuação aos imóveis que estão dentro da sua própria cidade?
Foi com essa visão que a Camine Imóveis vem ampliando seus horizontes. Recentemente, estivemos em Chapecó participando do Salão do Imóvel, em parceria com a TOTNT. Estar em um evento desse porte não significa apenas buscar produtos para vender. Significa conhecer novos mercados, conversar com incorporadores, observar tendências, entender o comportamento dos consumidores e criar relacionamentos que podem gerar oportunidades para os clientes de Palmas e região.
Poucos dias depois, trouxemos essa mesma proposta para dentro da nossa cidade. Realizamos em Palmas um encontro em parceria com a FAMEX de Pato Branco, para apresentar aos convidados novas possibilidades de investimento e aquisição de imóveis em um Pré Lançamento. Foi uma forma de aproximar um mercado que está a poucos quilômetros daqui de pessoas que talvez não tivessem contato com aquelas oportunidades se uma imobiliária não tivesse tomado a iniciativa de buscá-las.
Quando buscamos oportunidades fora de Palmas, existe também uma preocupação que consideramos indispensável: a segurança do investimento do nosso cliente. O mercado imobiliário oferece muitas oportunidades, mas também existem histórias de empreendimentos que não foram concluídos, obras que sofreram grandes atrasos e construtoras que enfrentaram dificuldades financeiras ou deixaram de operar. Não é esse tipo de oportunidade que queremos levar para quem confia na Camine.
Por isso, quando apresentamos um empreendimento de outra cidade, buscamos trabalhar com construtoras e incorporadoras reconhecidas, com histórico, estrutura e credibilidade no mercado, além de conhecer o empreendimento e seus diferenciais antes de colocá-lo diante dos nossos clientes. A nossa responsabilidade começa antes da oferta. Queremos entender quem está por trás daquele projeto, como a empresa atua e quais são as condições do negócio para que o cliente possa tomar sua decisão com muito mais informação e segurança.
Isso faz parte da forma como enxergamos a nossa atuação. Não queremos simplesmente vender um imóvel que está em outra cidade. Queremos oferecer uma oportunidade que faça sentido para o perfil daquele cliente e que seja apresentada com responsabilidade. Quando alguém pensar em investir fora de Palmas, queremos que saiba que pode contar com a Camine para pesquisar, conhecer, selecionar e apresentar oportunidades de empresas que tenham credibilidade e trajetória no mercado.
E isso, inclusive, reforça bastante o conceito do artigo: a Camine sai da sua bolha, mas não sai dos seus critérios.
Essa postura também está presente quando olhamos para o litoral e para outros mercados. Não significa sair oferecendo qualquer imóvel para qualquer pessoa. Pelo contrário. Quanto maior o nosso alcance, maior precisa ser a responsabilidade de conhecer os empreendimentos, entender as características de cada mercado, analisar o perfil do cliente e trabalhar com parceiros que ofereçam segurança e credibilidade.
Para mim, estar à frente no mercado imobiliário não significa apenas vender mais. Significa estar atento antes que o cliente precise perguntar. Significa viajar, conhecer, estudar, fazer conexões, buscar novos produtos e trazer informação para dentro da nossa cidade. Uma imobiliária pode ter Palmas como sua casa e, ao mesmo tempo, ter uma visão muito maior do que os limites geográficos do município.
E esse movimento não acontece apenas nos grandes eventos ou nos lançamentos. Ele também está no nosso calendário local. No próximo sábado, dia 12 de setembro, estaremos realizando mais um Plantão de Vendas no Loteamento Aeroporto, aproximando nossa equipe dos clientes e levando informação, atendimento e oportunidades diretamente para quem está pensando em comprar um imóvel.
Esse é o modelo de imobiliária que acredito que estamos construindo: uma empresa que não fica esperando o mercado bater à sua porta. Uma empresa que vai ao mercado, conhece novas possibilidades, cria conexões e volta para Palmas trazendo oportunidades.
Porque o nosso cliente pode estar procurando uma casa em Palmas, um terreno para construir, um apartamento para investir ou uma oportunidade em outra cidade. O nosso papel é estar preparado para ajudá-lo a encontrar a alternativa que realmente faça sentido para seus objetivos.
A Camine é de Palmas. É aqui que está nossa história, nossa equipe e nossa relação com a comunidade. Mas nossa visão não precisa parar nos limites da cidade.
Estamos em movimento.
E acredito que uma imobiliária que quer estar à frente precisa exatamente disso: movimento, conhecimento, relacionamento e coragem para buscar novas oportunidades antes que elas cheguem até nós.
Eclea Camine
Empresária imobiliária – Camine Imóveis
Estrategista de mercado imobiliário
Especialista em financiamento imobiliário
Três nomes de Palmas entram na urna e colocam a representatividade local à prova
Um candidato disputa vaga na Câmara Federal e dois buscam uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Palmas chega à eleição de 2026 diante de uma situação que há muito alimenta as conversas políticas da cidade: a possibilidade de voltar a ter voz própria nos parlamentos. Desta vez, três nomes ligados ao município estarão nas urnas, dois mirando Curitiba e um, Brasília.
Na disputa para deputado estadual, aparecem Daniel Andraschko, do Podemos, e Dr. Kosmos Nicolaou, do MDB. Daniel é advogado, pertence a uma família tradicional da política palmense e entra na corrida defendendo maior presença do município nas decisões do Governo do Paraná.
Kosmos, médico e ex-prefeito por dois mandatos, retorna às urnas agora buscando uma cadeira na Assembleia Legislativa. Leva para a campanha a experiência de oito anos à frente da Prefeitura e aposta no trabalho realizado no Executivo como principal cartão de apresentação ao eleitor.
A terceira candidatura tem destino diferente. Rodrigo João Pimenta, também do Podemos, concorre a deputado federal e é o único nome de Palmas na disputa por uma cadeira em Brasília. Pedagogo, comunicador e ex-diretor municipal de Cultura, Pimenta chega à eleição depois de ter sido o candidato a vereador mais votado da cidade em 2024, com 1.479 votos.
Mais do que três candidaturas, a eleição coloca uma velha questão novamente diante do eleitor palmense: Palmas continuará apenas entregando votos a candidatos de fora ou conseguirá transformar votos da cidade em representação política própria?
Em outubro, essa resposta estará na urna.
























